Salve alcaide!!! Não é de hoje que o problema
existe. Todos sabem disso, inclusive o alcaide que ao assumir ser a
continuidade dos governos municipais anteriores, o referendou até o momento. De
um lado se tem reclamações que se alastraram durante todo o ano contra a
cobrança abusiva, tanto que ao final de 2013, finalmente houve a redução da
tarifa. Ao lado disso, ônibus lotados, velhos e com sem ar condicionado
trafegam pelas ruas da Capital. A
exploração do ser humano é gritante. Os vendedores de cartão são colocados em
vários pontos, sob sol ou chuva e expostos a riscos de assaltos, aquele mesmo
risco que foi um dos motivadores da introdução da bilhetagem eletrônica. Nesse caótico
cenário se tem os pontos de ônibus, e não me venham que estão aguardando o
término das obras da Copa, pois, tem rotas que não estão no caminho do VLT.
Esses pontos de ônibus quando existem tem em comum a característica de que
quando existe sol, nos horários onde a temperatura é mais acentuada é
impossível permanecer sob está cobertura e quando é dia chuvoso, também. O
ponto de ônibus é apenas uma referência. É bem verdade que em alguns locais
existe a autorização da utilização de propaganda de algumas empresas. Se você
vir de outra cidade ou Estado não vai encontrar indicação das linhas e horários,
o que seria o mínimo de organização e respeito, já que informação é um direito
social. Salve alcaide!!!! Está isento de culpa, pois não utiliza serviço
público e depois, foram tantos que votaram em sua pessoa, que legitimaram esse
modelo e por isso, hoje emudecidas talvez por remorso ou vergonha, quem sabe
arrependimento. A escolha de um patrão para governar interesses públicos, que
na maioria das vezes, são de ordem social e que necessariamente deveriam ser voltadas
as classes populares, revelou-se desastrosa. As promessas estão sendo adiadas
para “começarem” (se é que vão acontecer) mais proximamente a campanha
eleitoral de 2016. Garantir a reeleição. De outra feita, engole-se o discurso
de que não precisaria de alinhamento com o governo federal e se recorre como
tábua de salvação aos programas que antes combatia. O paradoxo que se
estabeleceu com a escolha do patrão é evidente. Mas eu o defendo. Culpados foram
aqueles que esqueceram que o rebenque não tem culpa de bater. É sua natureza. Culpado
é o lombo cuja natureza não é apanhar mas, se coloca servilmente para receber
doses homeopáticas de chibatadas para reduzir sua impetuosidade de reclamar. Em
outras palavras, a escolha do patrão para governar o destino de Cuiabá foi apenas
à troca de mãos para fazer uso do rebenque. Então porque esperar que ocorram
mudanças no modelo de transporte público? E os pontos de ônibus continuaram a
ser o que são hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário