segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O ESTRANHO MODELO DE CONCESSÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO EM CUIABÁ



Salve alcaide!!! Não é de hoje que o problema existe. Todos sabem disso, inclusive o alcaide que ao assumir ser a continuidade dos governos municipais anteriores, o referendou até o momento. De um lado se tem reclamações que se alastraram durante todo o ano contra a cobrança abusiva, tanto que ao final de 2013, finalmente houve a redução da tarifa. Ao lado disso, ônibus lotados, velhos e com sem ar condicionado trafegam pelas ruas da Capital.  A exploração do ser humano é gritante. Os vendedores de cartão são colocados em vários pontos, sob sol ou chuva e expostos a riscos de assaltos, aquele mesmo risco que foi um dos motivadores da introdução da bilhetagem eletrônica. Nesse caótico cenário se tem os pontos de ônibus, e não me venham que estão aguardando o término das obras da Copa, pois, tem rotas que não estão no caminho do VLT. Esses pontos de ônibus quando existem tem em comum a característica de que quando existe sol, nos horários onde a temperatura é mais acentuada é impossível permanecer sob está cobertura e quando é dia chuvoso, também. O ponto de ônibus é apenas uma referência. É bem verdade que em alguns locais existe a autorização da utilização de propaganda de algumas empresas. Se você vir de outra cidade ou Estado não vai encontrar indicação das linhas e horários, o que seria o mínimo de organização e respeito, já que informação é um direito social. Salve alcaide!!!! Está isento de culpa, pois não utiliza serviço público e depois, foram tantos que votaram em sua pessoa, que legitimaram esse modelo e por isso, hoje emudecidas talvez por remorso ou vergonha, quem sabe arrependimento. A escolha de um patrão para governar interesses públicos, que na maioria das vezes, são de ordem social e que necessariamente deveriam ser voltadas as classes populares, revelou-se desastrosa. As promessas estão sendo adiadas para “começarem” (se é que vão acontecer) mais proximamente a campanha eleitoral de 2016. Garantir a reeleição. De outra feita, engole-se o discurso de que não precisaria de alinhamento com o governo federal e se recorre como tábua de salvação aos programas que antes combatia. O paradoxo que se estabeleceu com a escolha do patrão é evidente. Mas eu o defendo. Culpados foram aqueles que esqueceram que o rebenque não tem culpa de bater. É sua natureza. Culpado é o lombo cuja natureza não é apanhar mas, se coloca servilmente para receber doses homeopáticas de chibatadas para reduzir sua impetuosidade de reclamar. Em outras palavras, a escolha do patrão para governar o destino de Cuiabá foi apenas à troca de mãos para fazer uso do rebenque. Então porque esperar que ocorram mudanças no modelo de transporte público? E os pontos de ônibus continuaram a ser o que são hoje. 

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