NESSES
TEMPOS DE TANTAS ÁGUAS...
Uma coisa é certa: eles não estão nem ai,
para as reclamações. Todo dia, em todo lugar, seja no centro da capital ou nos
bairros mais distantes. Conseguiram em pouco tempo ser unanimidade. Criticado esse modelo na Câmara Municipal de
Vereadores precisa discutir com a sociedade não apenas a quebra unilateral do
contrato, por descumprimento de deveres que se não estão explícitos,
implicitamente é de se esperar daquela empresa que recebeu a exploração do
tratamento de água e esgotamento. Aliás, neste último caso, por sinal, a
empresa tem se esmerado, é bom que se diga, pois já esgotou a paciência de
todos. Nem mesmo aqueles que defendiam abertamente a privatização do serviço
como algo revolucionário tem coragem de fazer a defesa contestando tudo o que
se levanta contra a forma como se efetiva esta prestação. A água como um direito fundamental devido ser
condição de vida e dignidade tem passado longe de lares cuiabanos. Há uma CPI
instalada na Câmara Municipal todos esperam que não resulte apenas na mudança
de nome do prestador, mas efetivamente leve a encampação de todo o serviço pelo
Município, ou seja, que seja resgatado ao patrimônio público, de forma
coercitiva pelo Poder concedente, isto é, pelo Executivo Municipal, em nome do
interesse público. Não sou advogado, nem jurista, é bom que se diga. Sou apenas
um estudioso. Creio que a despeito de indenização,
diria que esses anos de exploração e quase ou nenhum investimento, com a
arrecadação já obtida é mais que suficiente. É certo que apontarão direitos que
eventualmente estarão sendo constrangidos em nome do interesse público, todavia,
também se coloque claramente que há um nível de descontentamento com a
prestação do serviço demonstrado por aqueles que são titulares – os cidadãos - mesmo na forma concedida, não existe a
transferência da titularidade mas, uma outorga de exploração. Sempre fomos
contrários a privatização da água. Para ser mais claro, sempre acreditamos que isso
ia dar água. Deu vaza reclamação todo em dia nos diversos meios de comunicação.
Alguém precisa dizer o que pensa o alcaide em relação à encampação da água pelo
Município. Não vamos ser tolos de transferir apenas o rebenque de uma mão para
outra, achando que o algoz por ser mais simpático vá bater mais suavemente.
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