AS
MAUVADEZAS
Não é de hoje que existe um esforço
contorcionista para explicar as “mauvadezas” realizadas em nome da dita eficiência
e cujo bordão ensaiado são “cortes” em nome da crise, mas no entanto, isso não
começou a ocorrer em 2015/2016, vem desde que se assentou no “trono”. Os
setores mais atingidos são justamente os mais necessitados. A palavra corte faz
sangrar salários e outros direitos sociais tudo em nome da aludida eficiência.
Num mundo ideal de números as mauvadezas passam desapercebidas. Alguns fatos curiosos, mas muito coloridos,
como os pontos de ônibus que estão sendo instalados e que não protegem do sol,
nem da chuva e que poderia ser, facilmente, ter sido chamada a comunidade
acadêmica para propor uma solução, talvez com um desenho inovador e que
respondesse melhor a necessidade da sociedade. O que está sendo construído desconsidera
conceitos modernos e humanos como a acessibilidade, posto que o desconforto e a
dificuldade de pessoas portadoras de necessidades especiais, a partir do ponto
de ônibus ingressar ou mesmo descer do veículo. Daqui a pouco sobe o preço da
passagem e novas justificativas, entre eles, ônibus novos, com ar condicionado,
reduzir a superlotação nos horários de pico e passa-se o tempo e continua-se
com a frota sucateada e ar condicionado desligado ou inexistente. Enquanto isso
na sala do “trono” o mau impera. Resta a esperança de que na vida não há mau
que sempre dure.