Partindo da premissa de que o PT nasceu dentro de um campo de futebol, a setorial do esporte e lazer de Mato Grosso já se encontra encaminhada. São muitas opções que estão sendo registradas, o que denota o interesse de se discutir internamente ao Partido dos Trabalhadores políticas públicas para o setor e as repercussões sobre a sociedade da Copa do Mundo de 2014 e do que se pode desenvolver-se em função da Olimpíada de 2016. Todos os petistas mato-grossenses estão convidados a aderir a esta setorial para colaborar com o PT já nas eleições de 2012. Informações: marcoantonioveiga@hotmail.com
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Esse negócio Copa do Mundo
Ainda ouço o alarido da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e de como pipocaram festas pelas 12 cidades escolhidas como subsedes. Ocorre que a festa da população era para a possibilidade de sediar o evento do esporte mais popular e do qual temos o orgulho do pentacampeonato. Foram tantas histórias escritas no imaginário popular, algumas festivas outras de amargas lembranças. A primeira Copa ganha pelo selecionado brasileiro em 1958, chego a imaginar como deve ter sido comemorada, afinal vínhamos de um desastre de oito anos antes, quando ocorreu a perda do título no Maracanã. A luta pela sede foi mais ou menos assim. Suada. Várias vezes perdemos. A escolha do Brasil deveu-se a solidez econômica e a estabilidade política. O que me causa estranheza é que se trata de um evento esportivo e que, em Cuiabá, uma das subsedes, vem sendo tratado como negócio ou oportunidade de bons negócios. Salvo ledo engano, não há sequer um plano de desenvolvimento do esporte. Algo que contemple a formação de uma cultura esportiva e que permita que as estruturas construídas para a Copa de 2014 não se tornem elefantes brancos. Seria necessário um plano algo bem elaborado e que demonstrasse claramente a vontade política do Estado em transformar o esporte em cultura, já que comprovadamente colabora para a saúde, a educação entre outros aspectos benéficos à sociedade como um todo. Nas poucas vezes que vi o antigo Estádio lotado, deveu-se a um evento religioso. Nas outras vezes, apesar de trazerem seleções, equipes de renome nacional não logrou a lotação. Nas disputas locais o público é insignificante e os campeonatos sobrevivem muito mais pelo patrocínio e subsídios oficiais que por sua própria arrecadação. E, não me venham dizer que a população cuiabana não gosta de futebol. Basta verificar um jogo desses televisionados e uma multidão se aglomerando frente a telões. E porque não vão ao estádio? Certamente pela falta de atrativo. Motivação. Habito. Algo que é desenvolvido lentamente, preferencialmente através de crianças junto a seus pais e que colabora para desarmar o espírito mais agressivo reduzindo o nível de violência. O que a Copa de 2014 vai colaborar para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso? Estádio? Centro de Treinamentos? Muito bom. Mas, e o esporte como anda? O que está sendo feito para o crescimento do esporte? E, me digam como será o acesso da população aos bens que estão sendo construídos? Quem herdará os centros de treinamentos? Como será a gestão do Estádio? Para que serve a Secretaria de Esportes? Realizar competições? Contratar jogos importantes? Acho que já está em tempo de se discutir políticas públicas para o esporte, afinal a população pode contribuir para que se tenha ainda que, minimamente, um plano de desenvolvimento do esporte e que possibilite o acesso do maior número de pessoas aos seus benefícios.
BRT X VLT
A escolha de um modal tem movimentado as discussões políticas das duas maiores cidades mato-grossenses: Cuiabá e Várzea Grande. Em audiência pública o Presidente da AGECOPA, o qual não conheço pessoalmente e nem tenho motivos para elogiar ou fazer alguma crítica em função de suas capacidades. Não concordar com a sua ideologia. Contudo, me pareceu ser uma pessoa sensata. Em meio à ebulição que se fazia, cada parte tentando vender o seu produto como o mais vantajoso para a sociedade mato-grossense, o Sr. Eder sugeriu como alternativa para não onerar comprometer em demasia o orçamento público e ao mesmo tempo incentivar a competitividade do setor do transporte que se dizia interessado em investir que se formasse uma companhia com 51% de capital público e 49% de investidores. Aliás, essa proposta me parece também que vem de encontro ao que o Governador Silval Barbosa pretende ao assegurar que estará garantida uma tarifa social, algo que somente será possível se houver o controle público. Diante disso, sugiro que o Presidente da AGECOPA fale mais dessa companhia e de como será o processo de constituição, pois toda a sociedade está interessada e já mobilizará os investidores interessados. Caso seja levada a efeito é aquela que melhor atende aos interesses públicos, pois não basta desenvolver, introduzir tecnologia se elas são, ao mesmo tempo, segregadoras e exclusivas. No caso da proposta do Presidente da AGECOPA, contemplaria melhor o interesse público e poderia através dela realizar a inclusão social através de políticas públicas de transporte condizentes, ou seja, oferecer a chamada tarifa social. Espero que não seja apenas um arroubo de momento, o que seria uma lástima para a sociedade e o Presidente da AGECOPA perderia a oportunidade de aumentar a sua credibilidade como gestor público. Vale lembrar, ainda, que toda essa discussão se deve graças ao Presidente Lula que conseguiu trazer a Copa do Mundo para o Brasil. E, ainda, os financiamentos são linhas especiais criadas pelo governo petista para implementar a infra-estrutura nas cidades-sedes. É bom que não se esqueçam disso.
Marco Antonio Veiga
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