sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

2012 VAMOS LUTAR PELA ESPERANÇA

Nestes dias em que a sociedade se movimenta por algo que não deveria ser objeto de legislação. Não creio que honestidade possa ser uma imposição legal ou que pelos menos haja a necessidade de regulá-la. Moral, ética, honestidade deveriam ser diariamente e desde a tenra idade cultivada em todos os ambientes. Então, já adultos nos deparamos com estranhas interpretações de fatos que, antes de se analisar a legalidade ou até mesmo a legitimidade, nos deixam estarrecidos quanto à violação do conteúdo ético e moral. Esquecemos que essa calamidade é resultante de pequenos atos que nos passam desapercebidos, que ignoramos ou que relevamos como se fossem insignificantes. Esses dias eu vi o cão. Não sei quantas pessoas viram. Estava sentado na calçada, bem no centro histórico de Cuiabá. Ainda que ele (o cão) não tenha me visto, pois se deslumbrava com um cachimbo pronto para queimar alguma pedra, meu dia se transformou. Comentei com umas e outras pessoas sobre aquela situação desumana e a total falta de percepção não apenas pelas nossas autoridades – que invariavelmente se omitem – mas, de nós, sociedade, que reclamamos de segurança, de paz, de tranqüilidade e nos proclamamos humanos. A total ausência de solidariedade me deixa dúvidas sobre o sentido de humanidade. Mas, e daí? Qual a minha ou a sua responsabilidade com essa situação? Toda. Assim como – invariavelmente o Poder Público fecha os olhos – nós, irresponsavelmente continuamos a delegar através do voto a autoridade para estes. Como podemos dizer que somos honestos quando traímos nossa consciência, quando não permutamos por outros bens ou vantagens? O cão que ladra nossa a segurança, a paz, a tranqüilidade está solto pela omissão daqueles a quem delegamos autoridade. No DNA de todo o caos social percebe-se a ausência de valores que nos tornam retos, humanos e sensíveis. Então fico a pensar: o que posso esperar dessas autoridades que ai estão? Jamais irão andar pelas ruas estreitas, sinuosas e pelas calçadas e por isso desconhecem a realidade. Nossas autoridades preferem modelos de deslocamento mais modernos e renunciam – sempre que podem – ao mais natural meio de deslocamento do ser humano: o caminhar. Não é de se estranhar a total ausência de preocupação com o pedestre, com a acessibilidade nas ruas e calçadas e se fecham os olhos para os veículos que estão estacionados nas calçadas forçando o cidadão a entrar na pista e disputar espaço com automóveis. Penso que antes de empunhar frases dispostas em faixas e cartazes, preciso rever meus conceitos, meus valores. Nesse ano que se aproxima não será suficiente substituir a mão que utiliza a chibata, mas precisamos trocar a chibata por mãos que saibam manejar em prol da esperança.

sábado, 5 de novembro de 2011

Há muito a se fazer e outros olhares são necessários!


Nessa disputa de vaidades que parece ter tomado conta das mentes de pessoas que estão Poder em Cuiabá, algumas coisas estão sendo pouco discutidas. Ninguém discute o legado positivo que o governo de Lula e agora de Dilma deixará nas cidades que serão sedes. Algumas cidades poderão ter resultados mais expressivos na melhoria da qualidade de vida das pessoas, outras um pouco menos, devido ao mérito ou demérito dos administradores locais. Veja meu raciocínio: todos sabem que precisará modificações no trânsito. Seria natural que se executassem ensaios para que fosse possível encontrar uma solução menos traumática, quando algumas ruas centrais serão interditadas para as obras da Copa. Seria também interessante que aqueles que estão no Poder olhassem o desenvolvimento do esporte de formação de atletas e cidadãos. Aqui, bem próximo de onde moro, tem um ginásio de esportes com quadras poliesportivas ao fundo, abandonados. Não sei. Acho que o alcaide só tem interesse em fazer algo que dê mídia. Seria interessante também o Estado juntar-se em algum projeto de formação de cultura esportiva. Sugiro, por exemplo, em vez de subsidiar clubes, que adquira um valor em ingressos e destine para crianças de escolas públicas e junto as Secretarias de Educação e de Esportes, levem com ônibus acompanhados de seus professores. Essas atividades podem incluir, um city-tour pela cidade, envolver o comércio, enfim, um pouco de ousadia e criatividade para que realmente haja um legado ao ser humano, especialmente, os mais simples, decorrente daquilo que vai ser a Copa do Mundo, em 2014. Acho ainda que, esse pessoal que está no Poder poderia olhar o patrimônio histórico da cidade. É comum ver construções históricas em estado deplorável, outras desabando e ninguém faz nada. Não sei, o que pensam aqueles que são titulares das Secretarias de Cultura do Município e do Estado, talvez, quem sabe se eles fizessem o esforço de circular pelas áreas históricas percebessem o resultado de suas omissões. Nem falo da Secretaria de Turismo que, a bem da verdade, é algo que beira a ficção. Sei que é preciso fazer alguma coisa. Afinal, não é por falta de verba, apenas não poderá ser feita se declararem incompetentes. Nesse caso, tem duas opções: sair por vontade própria ou esperar que o povo os substitua por outros mais qualificados.

Propostas enviadas à Conferência Nacional contemplam E.F.

Propostas enviadas à Conferência Nacional contemplam E.F.

O Conselheiro Regional do CREF11 MS-MT, secção MT, Prof. Carlos Alberto Eilert, assumiu a presidência da 7ª Conferência Estadual de Saúde de MT, realizada entre os dias 14 e 16 de outubro.

Aproximadamente mil pessoas, entre delegados municipais, estaduais e convidados participaram da 7ª Conferência Estadual de Saúde, que teve como tema central “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social Política Pública e Patrimônio do Povo Brasileiro”.Mais de 20 Profissionais de Educação Física do Estado de MT estiveram presentes na Conferencia Estadual.

Entre as propostas enviadas por MT para discussão na Conferência Nacional, duas vão contemplar os profissionais de Educação Física. Uma delas solicita a imediata inserção do Profissional de Educação Física nas Equipes de Saúde da Família.

A outra é com relação a criação do SISVAT (Sistema Integrado de Saúde na Vigilância da Atividade Física), onde o profissional poderá acompanhar e normatizar as atividades físicas proporcionadas junto as Equipes de Saúde da Família e nos NASF, como forma vigilante na promoção da saúde.

Municipal

O profissional Júlio Garcia, que representa a Seccional-MT no Conselho Municipal de Saúde de Cuiabá foi eleito vice-presidente durante a última reunião ordinária, realizada em outubro.

Fonte:http://cref11.nsw.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SETORIAL DO ESPORTE E LAZER

Partindo da premissa de que o PT nasceu dentro de um campo de futebol, a setorial do esporte e lazer de Mato Grosso já se encontra encaminhada. São muitas opções que estão sendo registradas, o que denota o interesse de se discutir internamente ao Partido dos Trabalhadores políticas públicas para o setor e as repercussões sobre a sociedade da Copa do Mundo de 2014 e do que se pode desenvolver-se em função da Olimpíada de 2016. Todos os petistas mato-grossenses estão convidados a aderir a esta setorial para colaborar com o PT já nas eleições de 2012. Informações: marcoantonioveiga@hotmail.com

Esse negócio Copa do Mundo

Ainda ouço o alarido da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e de como pipocaram festas pelas 12 cidades escolhidas como subsedes. Ocorre que a festa da população era para a possibilidade de sediar o evento do esporte mais popular e do qual temos o orgulho do pentacampeonato. Foram tantas histórias escritas no imaginário popular, algumas festivas outras de amargas lembranças. A primeira Copa ganha pelo selecionado brasileiro em 1958, chego a imaginar como deve ter sido comemorada, afinal vínhamos de um desastre de oito anos antes, quando ocorreu a perda do título no Maracanã. A luta pela sede foi mais ou menos assim. Suada. Várias vezes perdemos. A escolha do Brasil deveu-se a solidez econômica e a estabilidade política. O que me causa estranheza é que se trata de um evento esportivo e que, em Cuiabá, uma das subsedes, vem sendo tratado como negócio ou oportunidade de bons negócios. Salvo ledo engano, não há sequer um plano de desenvolvimento do esporte. Algo que contemple a formação de uma cultura esportiva e que permita que as estruturas construídas para a Copa de 2014 não se tornem elefantes brancos. Seria necessário um plano algo bem elaborado e que demonstrasse claramente a vontade política do Estado em transformar o esporte em cultura, já que comprovadamente colabora para a saúde, a educação entre outros aspectos benéficos à sociedade como um todo. Nas poucas vezes que vi o antigo Estádio lotado, deveu-se a um evento religioso. Nas outras vezes, apesar de trazerem seleções, equipes de renome nacional não logrou a lotação. Nas disputas locais o público é insignificante e os campeonatos sobrevivem muito mais pelo patrocínio e subsídios oficiais que por sua própria arrecadação. E, não me venham dizer que a população cuiabana não gosta de futebol. Basta verificar um jogo desses televisionados e uma multidão se aglomerando frente a telões. E porque não vão ao estádio? Certamente pela falta de atrativo. Motivação. Habito. Algo que é desenvolvido lentamente, preferencialmente através de crianças junto a seus pais e que colabora para desarmar o espírito mais agressivo reduzindo o nível de violência. O que a Copa de 2014 vai colaborar para o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso? Estádio? Centro de Treinamentos? Muito bom. Mas, e o esporte como anda? O que está sendo feito para o crescimento do esporte? E, me digam como será o acesso da população aos bens que estão sendo construídos? Quem herdará os centros de treinamentos? Como será a gestão do Estádio? Para que serve a Secretaria de Esportes? Realizar competições? Contratar jogos importantes? Acho que já está em tempo de se discutir políticas públicas para o esporte, afinal a população pode contribuir para que se tenha ainda que, minimamente, um plano de desenvolvimento do esporte e que possibilite o acesso do maior número de pessoas aos seus benefícios.

BRT X VLT


A escolha de um modal tem movimentado as discussões políticas das duas maiores cidades mato-grossenses: Cuiabá e Várzea Grande. Em audiência pública o Presidente da AGECOPA, o qual não conheço pessoalmente e nem tenho motivos para elogiar ou fazer alguma crítica em função de suas capacidades. Não concordar com a sua ideologia. Contudo, me pareceu ser uma pessoa sensata. Em meio à ebulição que se fazia, cada parte tentando vender o seu produto como o mais vantajoso para a sociedade mato-grossense, o Sr. Eder sugeriu como alternativa para não onerar comprometer em demasia o orçamento público e ao mesmo tempo incentivar a competitividade do setor do transporte que se dizia interessado em investir que se formasse uma companhia com 51% de capital público e 49% de investidores. Aliás, essa proposta me parece também que vem de encontro ao que o Governador Silval Barbosa pretende ao assegurar que estará garantida uma tarifa social, algo que somente será possível se houver o controle público. Diante disso, sugiro que o Presidente da AGECOPA fale mais dessa companhia e de como será o processo de constituição, pois toda a sociedade está interessada e já mobilizará os investidores interessados. Caso seja levada a efeito é aquela que melhor atende aos interesses públicos, pois não basta desenvolver, introduzir tecnologia se elas são, ao mesmo tempo, segregadoras e exclusivas. No caso da proposta do Presidente da AGECOPA, contemplaria melhor o interesse público e poderia através dela realizar a inclusão social através de políticas públicas de transporte condizentes, ou seja, oferecer a chamada tarifa social. Espero que não seja apenas um arroubo de momento, o que seria uma lástima para a sociedade e o Presidente da AGECOPA perderia a oportunidade de aumentar a sua credibilidade como gestor público. Vale lembrar, ainda, que toda essa discussão se deve graças ao Presidente Lula que conseguiu trazer a Copa do Mundo para o Brasil. E, ainda, os financiamentos são linhas especiais criadas pelo governo petista para implementar a infra-estrutura nas cidades-sedes. É bom que não se esqueçam disso.
Marco Antonio Veiga

sábado, 27 de agosto de 2011

PATRIMÔNIO CULTURAL AMEAÇADO

Cuiabá é dotada de um patrimônio histórico riquíssimo. Cada esquina, cada construção, são fragmentos da história preservados. Tenho visto intrigado, nas andanças que muitos prédios estão ameaçados de ruir. O proprietário não possui recursos ou não tem interesse e de outro o Poder Público parece omisso. Só estão aguardando ruir para dar lugar a uma construção “moderna”. A história não quer saber de quem é a competência, mas por certo, registrará que os gestores públicos da cultura merecem o rótulo de incompetentes por permitirem que se essa situação se materialize.

PRAÇA IPIRANÇA ABANDONADA

Nestes dias de calor intenso, vejo o chafariz da Praça Ipiranga abandonado. Poderia até pensar que se trata de uma opção em não revitalizar aquele bem, mas ao lado está abandonado o coreto. Abandonado, é bom que se diga, é uma expressa inadequada, pois, moradores de rua sem qualquer outra opção tem se ocupado de dar uma finalidade social àquele patrimônio. Não se tem uma mangueira naquela praça para irrigar a grama que já sucumbiu, mas ainda há tempo e existem outros espécimes. Seria interessante também, ter guarda municipal dia e noite zelando pelo patrimônio público. Será que não chegou a hora de pensar nisso?