A escolha de um modal tem movimentado as discussões políticas das duas maiores cidades mato-grossenses: Cuiabá e Várzea Grande. Em audiência pública o Presidente da AGECOPA, o qual não conheço pessoalmente e nem tenho motivos para elogiar ou fazer alguma crítica em função de suas capacidades. Não concordar com a sua ideologia. Contudo, me pareceu ser uma pessoa sensata. Em meio à ebulição que se fazia, cada parte tentando vender o seu produto como o mais vantajoso para a sociedade mato-grossense, o Sr. Eder sugeriu como alternativa para não onerar comprometer em demasia o orçamento público e ao mesmo tempo incentivar a competitividade do setor do transporte que se dizia interessado em investir que se formasse uma companhia com 51% de capital público e 49% de investidores. Aliás, essa proposta me parece também que vem de encontro ao que o Governador Silval Barbosa pretende ao assegurar que estará garantida uma tarifa social, algo que somente será possível se houver o controle público. Diante disso, sugiro que o Presidente da AGECOPA fale mais dessa companhia e de como será o processo de constituição, pois toda a sociedade está interessada e já mobilizará os investidores interessados. Caso seja levada a efeito é aquela que melhor atende aos interesses públicos, pois não basta desenvolver, introduzir tecnologia se elas são, ao mesmo tempo, segregadoras e exclusivas. No caso da proposta do Presidente da AGECOPA, contemplaria melhor o interesse público e poderia através dela realizar a inclusão social através de políticas públicas de transporte condizentes, ou seja, oferecer a chamada tarifa social. Espero que não seja apenas um arroubo de momento, o que seria uma lástima para a sociedade e o Presidente da AGECOPA perderia a oportunidade de aumentar a sua credibilidade como gestor público. Vale lembrar, ainda, que toda essa discussão se deve graças ao Presidente Lula que conseguiu trazer a Copa do Mundo para o Brasil. E, ainda, os financiamentos são linhas especiais criadas pelo governo petista para implementar a infra-estrutura nas cidades-sedes. É bom que não se esqueçam disso.
Marco Antonio Veiga
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