terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

AS MAUVADEZAS

AS MAUVADEZAS



Não é de hoje que existe um esforço contorcionista para explicar as “mauvadezas” realizadas em nome da dita eficiência e cujo bordão ensaiado são “cortes” em nome da crise, mas no entanto, isso não começou a ocorrer em 2015/2016, vem desde que se assentou no “trono”. Os setores mais atingidos são justamente os mais necessitados. A palavra corte faz sangrar salários e outros direitos sociais tudo em nome da aludida eficiência. Num mundo ideal de números as mauvadezas passam desapercebidas.  Alguns fatos curiosos, mas muito coloridos, como os pontos de ônibus que estão sendo instalados e que não protegem do sol, nem da chuva e que poderia ser, facilmente, ter sido chamada a comunidade acadêmica para propor uma solução, talvez com um desenho inovador e que respondesse melhor a necessidade da sociedade. O que está sendo construído desconsidera conceitos modernos e humanos como a acessibilidade, posto que o desconforto e a dificuldade de pessoas portadoras de necessidades especiais, a partir do ponto de ônibus ingressar ou mesmo descer do veículo. Daqui a pouco sobe o preço da passagem e novas justificativas, entre eles, ônibus novos, com ar condicionado, reduzir a superlotação nos horários de pico e passa-se o tempo e continua-se com a frota sucateada e ar condicionado desligado ou inexistente. Enquanto isso na sala do “trono” o mau impera. Resta a esperança de que na vida não há mau que sempre dure.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ERA DO MAU

ERA DO MAU


Alguns anos atrás, ninguém sonhava como seria viver uma Era do Mau. Crentes nas promessas do Mau as pessoas se transformaram em fieis e saiam às ruas com bandeirinhas e todo tipo de referência. Assim foi constituída a Era do Mau e passados um tempo às pessoas vão saindo do estado catatônico e percebendo que nada foi cumprido. Nem uma obra e o mesmo discurso. Ah! Os séquitos não demoraram a perceber na pele os efeitos do discurso: cortes e mais cortes. Uns veem nisso um misto de santificação e de pagamento de seus pecados, afinal, muito contribuíram para que a Era do Mau se instaurasse. Outros, lamentam as dores e sofrimentos atribuindo ao Mau a responsabilidade de tê-los enganados. Outros ainda são fieis e seguem apresentando justificativas para o descumprimento da palavra empenhada. Mas, o Mau se faz presente em tantas placas e veicula em jornais, rádios e TVs a desinformação que pensar sobre o que está sendo a Era é muito improvável. A tradição da renovação periódica das promessas logo mais se fará presente e novamente o ungido pelas forças opressoras vestirá a pele de cordeiro, mas não se deixará imolar, apesar da encenação. A luta contra a Era do Mau deve ser diária e exige dedicação. O dito cujo é ardiloso e sempre tem suas vestais para defendê-lo a qualquer custo. O fim da Era do Mau surgirá no momento que mais pessoas acordarem desse pesadelo e se rebelarem. É preciso acreditar que a Era do Mau logo será uma lembrança de algo que ninguém mais desejará que se repita.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

crise?

CRISE?


Desde que nasci e comecei a compreender as coisas, ainda que minimamente, ouvir falar de crise parece ser redundante. É preciso entender que globalização de economia implica em ajustes, que ora favorecem este ou aquele país, mas que invariavelmente cedo ou tarde bate à porta, sem distinção.  A capacidade de sair da dificuldade passa por um elencado de crenças positivas ou negativas que aceleram ou impedem a recuperação mais cedo. Alguns produtos nos mercados tem um preço extremamente elevado e não tem nenhuma ligação com gasolina ou alta de dólar mas, somente pelo fato de que não tem produção suficiente. A carne, por exemplo, alguns anos atrás as matrizes foram para o abate e criou-se um vácuo na produção. Assim, ainda que caia o câmbio do dólar, a lei da oferta e da procura, com esta última maior que a primeira manterá os preços em níveis elevados. Claro, fatores sazonais também influenciam e não se vinculam ao dólar ou a qualquer crise econômica. Seca, chuva, frio ou calor podem implicar na redução ou aumento da produção e de sua qualidade e isso, não tem qualquer vinculação com política do Estado. O mesmo se aplica a produção automobilística, por exemplo, no atual cenário é obvio que atingiu um nível de saturação, além das marcas tradicionais do mercado brasileiro enfrentarem pela primeira vez uma concorrência que traz preço e garantia de assistência que leva aqueles que tem a intenção de trocar ou de adquirir um veículo a buscar essas novas marcas e modelos. Crise mesmo e ninguém fala, por exemplo, está nos bancos. Calma. Com a substituição de funcionários por máquinas criando o desemprego e não reduzindo, para o cliente, o custo, ou seja, essa otimização somente é benéfica ao capital que despudoramente apropria-se, sem qualquer contrapartida a sociedade. Crise no ensino está na universidade que substitui aula presencial por interativa (internet), sem reduzir o valor da mensalidade dos alunos e desprezando o valor da presença do professor. Vamos continuar a falar de crise?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

OPOSIÇÃO, TRAIÇÃO E OPORTUNISTAS


A sociedade brasileira deve ter observado que a cada processo eleitoral se formam grupos políticos. Aquele que ganha se torna situação e o perdedor oposição, nada mais natural. Com o decorrer do mandato, dependendo da conjuntura, se forma um terceiro grupo: os oportunistas. Para estes últimos não importa se estavam na eleição deste ou daquele lado, interessa apenas o momento de preservar seu espaço, seus negócios e quem sabe, obter vantagens. Na guerra o traidor perde a sua dignidade e por isso, não tem o respeito dos seus antigos aliados, nem daqueles a quem passou a servir. No Brasil seria nada mais natural de existirem posições antagônicas numa disputa por projeto de governo e de implantação de políticas públicas, havendo de um lado a situação com o projeto resultado das eleições e a oposição apontando as inconveniências e pleiteando modificações. O terceiro grupo funciona como um para-brisa, oscilando entre oposição e situação na conveniência de seus interesses (individuais ou do grupo que representa). Assim, fica no governo, nos cargos e disse-se aliado até o momento que surgir algo que não o agrade. Não é atoa que determinado partido político, ganhando este ou aquele, sempre estará agregado ao Poder. Oportunista tem em todo lugar, mas será que tem lugar para oportunistas governarem este país? Faça um rápido exame e verifique quantos se elegeram com um projeto de oposição e na conveniência do nem sei lá o que, envernizaram suas faces e mudaram de lado. A situação econômica mundial passa por um processo de assentamento, de busca de equilíbrio. Essa mudança fez com que todo o sistema capitalista fosse abalado, uns um pouco antes, outros depois e ainda outros podem vir a ser afetados. O Brasil demorou mais e por isso, com as reservas e o menor impacto poderá sair dessa situação desconfortável muito antes do que os economistas dizem e, por onde surfam os oportunistas, embebecidos pelo discurso mídia senhorial e que tem seus interesses ameaçados ou contestados e por isso precisa fragilizar para negociar.  Oposição e situação são saudáveis a democracia e traição e oportunistas devem ser extirpados, independente do lado que estejam.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A origem das coisas

Muita propaganda oficial dos governos locais. Que as obras sejam bonitas, porque o dinheiro, grande parte, nós sabemos de onde veio. Restauração do patrimônio histórico tem verba do governo federal é pouco? Veja quanto tem do Município e do Estado. Hospital São Benedito? Sim. Tem a mais dinheiro vindo do governo federal. Se informe dos percentuais e das obrigações de cada ente federativo. Creches? Hum!!! Também tem dinheiro do governo federal? Sim. PELC? Que é isso, perguntariam alguns. São essas atividades de lazer realizadas ao ar livre com orientação de monitores. É o esporte e o lazer das cidades. E tem dinheiro do governo federal. Então, qual a obra que não tem ajuda do governo federal?

Haja lama



O estranho silencio de muitos pseudo ambientalistas é conveniente. Há um ditado popular que diz que: “quem calça consente”. Vidas humanas, patrimônio ambiental, histórico, social e econômico foram vítimas da famosa privatização e que se orquestra como sinônimo de eficiência. Não bastasse uma, agora já falam que existem mais duas represas ameaçadas. O silêncio impera. Quanto tempo à região vai se recuperar. Mataram um rio. Que valor isso tem? Água considerada como direito fundamental simplesmente acabou. Mas não foi apenas ela. Estão sonhos, histórias dessa brava gente. Todos cobertos pela lama. Quanto tempo para que a natureza regenere o mal que lhe foi causado? Eficiência, eficácia e efetividade da privatização tão decantada como modernidade, enquanto tudo o que é estatal se encontra obsoleto e se mostra ineficaz. Dizem o que vale são os resultados. Qual seria o tamanho desse resultado? Marinada. Nada. Nada. Apenas o silêncio, enquanto a lama vai se expandindo.  

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

DEPOIS DOS VENTOS



Eu ainda não sei exatamente o que querem fazer com meu país? Mas sei que não é nada bom. Próximo ao meu nascimento, na sombra e ardilosamente, se arquitetava um Golpe de Estado, foi tão ordinário e ao mesmo tempo cruel que, passei parte de minha vida, de alguma forma, lesado em vários direitos, inclusive, o de escolher um presidente. Coincidentemente as mesmas vozes que se movimentaram em 1964 e anos anteriores para mergulhar o país numa terrível ditadura cujos reflexos ainda são sentidos nas instituições, com o mesmo objetivo. Essas vozes tiveram a sua recompensa durante os anos de chumbo. As comunicações em qualquer situação é um poderoso instrumento de manipulação e controle e o regime de exceção foi pródigo em legar aos seus séquitos rádios e televisão. A defesa do quanto pior melhor não é de graça. Observe que setores estão faturando com a “crise”, que afinal eu nasci, cresci e já vou avançando na idade, sempre ouvindo falar dela. Então é assim. Vamos usar uma parábola para explicar. Teve um tempo que se plantou muito, colheu muito e o lucro da atividade foi compensador, seguiram-se outros mas, um determinado ano a chuva não veio e a produção caiu, os custos se mantiveram e atividade não era capaz de dar a resposta esperada. A situação do Brasil é essa. Algumas atividades ou setores tiveram ao longo de anos um lucro bastante significativo e ocorreu o saturamento do mercado, por vários fatores, preço ou redução da demanda mas, isso não significa que outras não venham tendo êxito. Quando o dólar sobe favorece aos exportadores, que estão calados enquanto lucram. Assim também é o turismo interno. Ninguém mais quer viajar a Miami e Orlando para fazer compras, isso beneficia o mercado local. Nacionalistas somos nós, que trabalhamos, produzimos e consumimos produtos e serviços brasileiros e não precisamos se pintar de verde-amarelo.  Outro setor em franca ebulição é o de confecção de outdoors que, geralmente a época de campanhas tem um crescimento e uma estagnação nos demais anos. A indústria, por exemplo, nunca vendeu tantas panelas. A grande maioria para servir para o cozimento de alimentos e uma parcela representante das elites ou cooptadas por elas, utiliza como artefato para recreação. Anterior aos anos de chumbo, ventos do Caribe sopravam sobre a América. Tio Sam, sempre democrático, financiou e ajudou a derrubar vários governos eleitos pelo povo e colocar uma ditadura servil. Interessava naquele momento o domínio geográfico, essencial para fazer frente a então União Soviética. Agora os tempos são outros, o interesse também. O que se luta é pelo domínio de mercados consumidores. O Brasil é um grande mercado consumidor. Esse é o interesse que patrocina a tentativa contra as instituições democráticas. Sejamos claros, ninguém lá fora está interessado em ter um Brasil competitivo, consumindo produtos nacionais e exportando, por isso, o crescimento da economia brasileira passou a preocupar países tipicamente exportadores e com o seu mercado interno saturado.  Ah! Mas tem quebradeira. Naturalmente, poucos anos atrás, os Estados Unidos tiveram um boom imobiliário e isso não levou a campanhas para derrubar governo. O tempo passou e a economia deu a resposta mais óbvia, que qualquer capitalista sabe: as oscilações não são eternas. Um reparo aqui outro ali, em qualquer casa, sempre dá a impressão de um descalabro, imagine em um país. É preciso ter calma e não aderir ao discurso fácil da mudança a qualquer custo, pois isso pode levar, todos nós a não ter condições de pagar esse custo