quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Haja lama



O estranho silencio de muitos pseudo ambientalistas é conveniente. Há um ditado popular que diz que: “quem calça consente”. Vidas humanas, patrimônio ambiental, histórico, social e econômico foram vítimas da famosa privatização e que se orquestra como sinônimo de eficiência. Não bastasse uma, agora já falam que existem mais duas represas ameaçadas. O silêncio impera. Quanto tempo à região vai se recuperar. Mataram um rio. Que valor isso tem? Água considerada como direito fundamental simplesmente acabou. Mas não foi apenas ela. Estão sonhos, histórias dessa brava gente. Todos cobertos pela lama. Quanto tempo para que a natureza regenere o mal que lhe foi causado? Eficiência, eficácia e efetividade da privatização tão decantada como modernidade, enquanto tudo o que é estatal se encontra obsoleto e se mostra ineficaz. Dizem o que vale são os resultados. Qual seria o tamanho desse resultado? Marinada. Nada. Nada. Apenas o silêncio, enquanto a lama vai se expandindo.  

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