sexta-feira, 13 de junho de 2014

Assim foi




Olhei várias vezes para o céu. Não veio a chuva. Nenhuma possibilidade de cair água no centro do gramado durante a partida como aconteceu em outro país. Desespero com certeza bateu na turma do contra. Não gouve apagão no Itaquerão. Imaginem se acontecesse o que diriam as páginas dos jornais e qual seria o enfoque da mídia televisiva, principalmente. Satisfeito passei a pedir também proteção ao gramado, uma vez que na última Copa, teimava em soltar-se, desprendendo-se e causando arrepios. Nada disso aconteceu. Dilma tem estrela. Tudo parece funcionar bem. A Copa das Copas é um sucesso. Acreditem que têm palpiteiros, desses agourentos, torcendo contra qualquer resultado positivo da equipe que representa o Brasil. Desafios, um após outro está sendo superados. Insatisfeitos estão às elites.  Tentam de todos os jeitos impor seu ponto de vista. Detestam comparações entre o passado e o presente. Postulam o arrocho como medidas fortes para conter a inflação e blá blá blá. O que na verdade se trata é de um violento controle sobre salário e projetos sociais. PROUNI, FIES, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família estarão na mira. Diminuir o Estado, de modo simples, é privatizar, promover uma liquidação de bens e serviços públicos. Receita de bolo. E acreditam que a população brasileira vai digerir essas medidas que levarão ao desemprego, ao retrocesso das conquistas sociais e o privilegiamento das elites. No relvado, diria um português,  a bola rola tranquila proporcionando um bonito espetáculo. As elites brasileiras estão famintas e o meio encontrado para saciar esse apetite voraz é buscar interessados no exterior nas barganhas. Basta recordar daquele presidente que “quase” vendeu Banco do Brasil, Petrobrás ... A turma dele quer voltar. Imaginem o que significa? O PT tem no seu DNA o esporte, nasceu dentro de um estádio de futebol e é um partido de trabalhadores, por isso compreende as paixões nacionais, entre elas, esse sentimento de nacionalidade que se renova de 4 em 4 anos. Mas a turma de abutres não está satisfeita. É preciso ficarmos atentos as manobras e a utilização indevida de um grande evento para finalidades estranhas. Ter lado é normal, absurdo é trabalhar contra uma instituição a qual pertence. Bola prá gente... Somos Dilma e um Brasil com uma estrela guia.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Copa das copas a bola está rolando


O futebol é um grande espetáculo. Como em todo bom programa escolhemos personagens centrais ou não da trama para serem heróis ou anti-heróis. Planejamos o desfecho. Executamos exaustivamente as rotinas objetivando a padronização. Uma, duas, infinitas vezes. Tudo perfeito. Chamamos o público. O colorido impressiona. O som, o clima que reveste os bastidores nos minutos que antecedem o espetáculo é algo incomum. Inimaginável. Demoramos algumas gerações para voltar a merecer a honra reservada a poucas nações: sediar a Copa do Mundo. Vinte edições e nestas, já fomos cinco vezes vitoriosos. Nem toda a história é perfeita. Todo esse clima é a continuidade de uma partida realizada em 1950, onde o desfecho não foi aquele do roteiro elaborado. Será assim, agora em todas as partidas. Vencer o adversário também quer e, muitas vezes possuem talento e condições iguais ou até melhores, mas não tem uma obrigação que foi passada de geração após geração: de ganhar uma Copa do Mundo jogando no Brasil. Hoje, o resultado foi aquele que nos interessa. Vencemos. Erramos muito. Acertamos também. Nesse tempero especial que é o improvável fizemos quatro gols, sendo um deles contra nossa meta.  O jogo inaugural foi bonito pela torcida presente, pela modernidade do Itaquerão, futura casa do Corinthians e, principalmente por dar início a um novo tipo de palco, sem aqueles fossos temíveis que separavam os atores do espetáculo da platéia. Talvez os olhos de muitos não se fitassem para esse detalhe, mas, as modernas arenas ou estádios construídos começam a propor um cidadão-cliente que não pode ficar refém das terríveis torcidas organizadas – muito mais para criar problemas que propriamente para ajudar sua equipe – câmeras capazes de realizar a identificação visual deixarão menos vulneráveis as possibilidades de identificar bandidos infiltrados e que ameaçam platéia, atletas, equipe de arbitragem e comissões técnicas. Claro que nem todo o estádio terá esses recursos, mas a mudança comportamental irá se processar naturalmente levando o torcedor a ser realmente – torcedor – e não ameaçador, um perigo para todos, polimórfico e por isso, na maioria das vezes, ileso a qualquer tentativa de traçar um perfil capaz de auxiliar a prevenção e o acompanhamento desse tipo. Todavia, quando o espetáculo é bom costuma-se chamar mais platéia e não raras vezes, novos atores que virão acrescentar ou dar novos contornos aquilo que já é bom, mas pode ser melhorado. Nesse momento os atores chamados são legisladores que criem as condições legais de afastar e tratar com medidas capazes de evitar a formação de associação na forma de torcida para a prática de crimes em estádios de futebol ou de outro grande evento. Não se trata de extinguir torcidas uniformizadas, mas de criar mecanismos delas serem obrigadas a terem registros de todos os seus membros e serem responsáveis pelos atos praticados por seus integrantes. Por outro lado, responsabilizar os clubes ou associações esportivas que cedem nome, imagem ou condições para que estas se organizem, frequentem seus locais de jogos e treinamentos com duas medidas que produzem efeitos: a perda de pontos e jogar sem a sua torcida. Creio que as novas arenas irão produzir um novo tipo de comportamento nos espetáculos, mas é preciso que a legislação ajude. Voltando ao jogo inaugural da Copa das Copas, que apesar de terem importados gurus e palpiteiros de todo o mundo para azarar, literalmente essa turma de aves de mal agouro, não conseguiram com seus presságios malévolos, impedir o sucesso desse grande evento. Independente do Brasil ser campeão ou não, o valor dos investimentos já foi pago muitas vezes, além disso as obras concluídas e aquelas ainda em andamento permanecerão para o uso e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Já reconhecemos quem são aqueles que atuam contra o interesse do Brasil e sabemos que a Presidenta Dilma faz bem ao Brasil. Vibremos. Ainda temos de lutar muito para que ao final a vitória aconteça e sejamos merecedores. É preciso que empunhemos a bandeira e façamos brilhar nossa estrela.


sábado, 29 de março de 2014

REFLEXÕES: 50 ANOS




O sonho de um país mais igualitário teve decretado um hiato que se prolongou por décadas. 50 anos atrás. A cantilena de que o comunismo, o  fim de todas as garantias  e a ameaça a família foram abusivamente utilizados para anestesiar as mentes. Falando agora, 50 anos depois, muitos sequer haviam nascidos, outros nasceram sob o regime do silêncio, nem podem imaginar o que foi feito a pretexto da Lei e da Ordem supostamente ameaçados. O curioso é que os defensores da chamada ordem, foi aqueles que desencadearam o caos, quando derrubaram pela força um presidente eleito e impuseram um militar para executar o comando. Algumas coisas não são justas: nem todos os militares faziam parte da turma raivosa, nem todos os religiosos deram licença para os atos infames, bem como nem todo artista ou estudante era de esquerda. O que teve em comum entre eles foi a luta pela liberdade, pela democracia e por um país melhor, além disso, tiveram também “solidariamente” partilhado a perseguição, a tortura, a prisão, o exílio ou a morte. Ontem, ao final da tarde tive o privilégio de trocar opinião com um exilado político. A conversa foi muito agradável. Caminhávamos enquanto, pelo trânsito difícil e por termos um alcaide empresário, insensível ao fato de que a maioria da população caminha ou utiliza o transporte público, tomávamos o cuidado para não ser atropelados. Falamos de Minha Casa Minha Vida, das fontes de financiamento que foram abertas ao setor construção civil, da empregabilidade, do salário mínimo, da educação e do acesso aos cursos superiores através do PROUNI, da Copa do Mundo, da Olimpíada. Duas gerações que estavam lado-a-lado caminhando pelas ruas de Cuiabá. Um trazia a experiência de vida, algumas marcas também e outro, o conhecimento de livros e de relatos como o dele.  Ambos, no pensamento de Aristóteles, realizamos a catarse.  Já fazia algum tempo que estava a meditar sobre esses estranhos e coincidentes movimentos que são contra a Copa, contra o bolsa-família, contra o PROUNI, contra o Minha Casa Minha Vida, contra o Mais Médicos, enfim, tudo o que é programa social é tratado como despesa. O mais estranho ainda é que muitas pessoas moram em casas obtidas através de programas como o Minha Casa Minha Vida, frequentam a universidade através do PROUNI, ou ainda, já reclamaram ou ficaram na fila aguardando atendimento médico e ainda assim, são contra esses programas que buscam criar caminhos para a solução das demandas sociais. Quando se defende o governo Dilma, em primeiro lugar é pela necessidade de se concluírem todos esses programas. Observe o discurso da oposição. São contra, ainda que usei meias-palavras. Em outras palavras, os pré-candidatos da oposição representam esse perigo da descontinuidade e se você ainda não possui casa, não frequenta faculdade, está desempregado, ou tem outro problema de ordem social, com essa turma que se apresenta... a coisa vai ficar complicada, para não dizer, pior. A bandeira da liberdade, que hoje permite manifestar-se, inclusive, empunhar outras bandeiras, veio com muito sacrifício. Aos mais novos, recomendo: sentem-se em um banco qualquer e troquem informações como era o tempo de seus avós, pais, tios... É preciso resistir para que a ameaça não progrida e a filha da liberdade chamada democracia não seja corrompida por idéias estranhas ao sonho de um país igualitário.

sábado, 15 de março de 2014

O tempo passa...

O TEMPO PASSA


O que acontece em Cuiabá é o descaso. Ninguém em sã consciência pode determinar que obras essenciais precisam esperar passar o período de chuvas para sofrer uma intervenção. É de se supor que alguém acometido por um malefício grave, que ameaça a saúde e sua vida, precise esperar um tempo indeterminado para que se administre a medicação. Assim é a situação dos bairros cuiabanos. Não se ataca os problemas porque o alcaide está protegido por uma cortina de fumaça, ou seja, usa como escudo o fato das chuvas, ora das obras da Copa, ora privilegiando aqueles bairros onde o pagamento do IPTU está com menor inadimplência, enfim critérios um tanto estranhos e que dificilmente muitos daqueles que o apoiaram, certamente não concordam.  Tornou-se comum escutar a ladainha de vereadores, inclusive, da base governista, apresentar as chamadas indicações que, na verdade, são alerta direcionadas ao Executivo cuiabano sobre situações de extrema necessidade. Ninguém quer mágica, mas o chamado Programa Poeira Zero, onde foi implantado sem a drenagem, sem a colocação de rede de captação de águas pluviais, aos poucos vai sendo tragado e isso motiva a que se peça operação tapa buraco. Agora o alcaide com o dinheiro do obtido após aprovação da Câmara Municipal que fazer quilômetros de asfalto, o que convenhamos é muito bom. Todavia, será que será feita a drenagem das inúmeras fontes perenes e aquelas intermitentes, antes de lançar a manta asfáltica? Cada vez mais se tem espaços para a água infiltrar no solo, até as próprias calçadas e quintais pavimentados contribuem para que o volume de água sobre o asfalto seja cada vez maior. Ninguém quer, mas trata-se de questão de planejamento da cidade. O crescimento e as construções são inevitáveis. Então é preciso de ações pensadas. Lançar asfalto sem rede de coleta de águas pluviais, drenagem dessas “minas” que brotam próximas a pista é tão insano quanto pedir que a população tenha paciência. Olhe que estamos próximos a metade do mandato do atual alcaide. Um ano já passou e estamos no terceiro mês do segundo. Tempo suficiente para se conhecer a sua “eficiência”. Existem bairros que tem asfalto de mais de 30 anos, de boa qualidade e que resistem. Operação tapa buracos é paliativo. O que precisa é o reperfilamento daquela manta, mantendo as qualidades e dando realmente mais efetividade a ação do Poder Público. Existem bens públicos em situação de abandono e a população carente. São praças, quadras esportivas, enfim, algo que poderia contribuir com a qualidade de vida da população. Resta torcer para que a luz, a estrela, baixe sobre a cabeça do alcaide e traga um pouco de inspiração. Afinal, eleitores ou não do alcaide, todos, queremos uma cidade, um município cada vez melhor no atendimento de suas finalidades, isto é, o bem-comum. Não me recordo, mas, alguém disse que o tempo é o senhor da razão. E o tempo está dizendo o que significou para Cuiabá a eleição do alcaide. Que não se espere mais um ano ou próximo a isso, para antecedendo as eleições, pulverizar obras e ações, enquanto fazem pagar a população manter-se crédula, de ajoelhada esperando que algo sobrenatural demova o alcaide de seu estado catatônico

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

QUANTOS PAUS MANDADOS




Longe de ter qualquer pretensão em atuar na área da comunicação. Não sou profissional da área. Isso não significa que seja ignorante ao ponto de não perceber que existe uma banda que se encontra “domesticada” e a serviço de outro ideal, diverso da comunicação. Alguém duvida disso?  Quem disse que a sede da Copa não seria mais Curitiba? De onde essa fonte “tão informada” retirou bases para oferecer essa contribuição ao país? O que há por trás disso? Quem tem interesse que a Copa não dê certo? E Cuiabá? Quem disse que a arena está caindo? E agora José? Quem disse que tudo isso não gerou prejuízos ao Brasil, aos negócios de turismo relacionados à hotelaria? E os investimentos que poderiam ser captados? Quem será responsabilizado se amanhã você estiver desempregado? É evidente que as dificuldades de realizar um evento desse porte existem. Por isso que podemos dizer que nunca antes, dos governos do PT, se investiu tanto em infra-estrutura urbana. Logo dizem que nem todas as obras irão ficar prontas “para a Copa”. Obras para Copa são as arenas e os Centros de Treinamentos, os investimentos que margeiam a realização desse evento esportivo, são para as cidades e sua população. O nível de qualidade de vida que essas obras bem geridas pelos governos locais podem proporcionar a população é incomensurável. Mas neste caso, escolhas de governos locais compromissados com o prosseguimento das obras e a correta utilização, inclusive, criando mecanismos para assegurar o acesso da grande massa aos bens e serviços, é condição fundamental. Nem se pode contentar-se com apenas essas obras. Na verdade são verdadeiros indicadores de que outras providências devem somar-se para que os objetivos sejam atingidos. Daqui a pouco a demanda deverá indicar novas necessidades e ninguém melhor que aquelas que andam no meio do povo, com um sorriso aberto, em qualquer época do ano, com igual e não apenas para servi-lo. Primeiro foram as cidades sedes, mas todos sabemos que outras grandes cidades brasileiras precisam de investimentos e de intervenção na mobilidade urbana. Isso será, com certeza, possível com Dilma Presidente. Os resultados das pesquisas demonstram que o governo Dilma fez muito e a população acredita que pode fazer mais.  Apesar de irem buscar bruxo mexicano e sei lá mais o quê para predizer catástrofes, o país segue cada vez mais, na direção da realização dos direitos sociais, que é uma das premissas da Constituição e com sua economia sólida e para o pavor dos pessimistas, as arenas estão ficam prontos e todas belas. O canteiro de obras que é o Brasil começa a florir e apesar do azedume dessa gente que pensa através de outras cabeças,  a esperança continua a vencer.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A copa vai começar...

A Copa de 2014 vai começar. E quanta gente disse que Cuiabá não sediaria?  Quanta gente não entendeu que a Copa de 2014 era uma oportunidade de intervenção em problemas que se arrastam em Cuiabá e Várzea Grande desde muitas décadas. As cidades cresceram e não foram planejadas para o número de pessoas e veículos. Isso antes do PT chegar a presidência até era compreensível, pois apenas a elite dispunha de veículos. As classes populares isso era quase uma heresia. Aumentou o número da população e o número de veículos. As cidades não tinham suas ruas centrais apropriadas para essa demanda. O transporte coletivo urbano tem sido amplamente criticado e nunca houve uma intervenção para sua melhoria.  Com todos os problemas que possam acusar e as correções que se falam necessárias, ninguém pode negar que a Copa de 2014 está trazendo viadutos, pontes, reformando, ampliando e instalando um novo modelo de transporte coletivo de passageiros. Ninguém é tão ufanista de dizer que tudo será perfeito. Nem todas as obras ficarão prontas para a Copa, grunhem alguns. E dai? Quem quer as obras apenas para os 4 jogos que se realizarão na sede? As obras devem ser vistas e entregues para uso da sociedade, principalmente das classes populares. Tem muita gente bradando que os Centros de Treinamento não serão usados. Como não? E os cuiabanos e várzea-grandenses não contam?  Quantos projetos e programas de acesso e formação ao desporto podem ser desenvolvidos e melhorarem a qualidade de vida? A arena é muito grande e não é sustentável economicamente? Será? Quantas premonições catastróficas. A arena é um espaço multiuso. Não será só o futebol que terá um palco para desenvolver seus espetáculos. Eventos de diversas naturezas podem ser realizados e, sejamos francos, existem poucos espaços apropriados em Cuiabá e Várzea Grande, ou seja, existe uma demanda. Acreditem! Depois de tudo isso e de ter gerado emprego e renda para tanta gente das classes populares, ainda existem aqueles que são contra. O investimento já foi feito. Se Cuiabá não sediar existem consequências. Empréstimos tem de ser pagos. Credibilidade do Estado será abalada e emprego e renda mudarão de destino. Sem sombra de dúvidas, outros setores podem pedir intervenção, mas isso não significa que seja um despropósito realizar a Copa de 2014, pelo contrário, imagine como estaria Cuiabá e Várzea Grande daqui a cinco anos, sem essas obras que estão sendo realizadas? A grande realidade é que o PT com Lula teve credibilidade para ganhar a eleição da sede da Copa, da Olimpíada e isso dói para aqueles que se eternizavam no Poder. Ninguém acreditava que sairiam as obras e que uma mulher pudesse conduzir esse processo. E a presidenta Dilma fez. Isso dói. Vamos realizar a Copa das Copas e depois a Olimpíada dos Sonhos. Isso é acreditar. Quem acredita trabalha para transformar sonhos em realidade e, claro, existem aqueles que querem destruir sonhos para não mudar a realidade que os privilegia. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

DESCULPA, MAS VOCÊ É O RESPONSÁVEL



Todo dia tenho conversado com pessoas de diferentes regiões da cidade e de formação diferente. Coincidentemente a ladainha é a mesma: político nenhum presta. Será mesmo? Partindo dessa premissa resolvi perguntar se ele acredita fielmente que em sua igreja só tem santos e se também tem certeza de que nos presídios só tem bandidos? Fundado nas respostas questionei: Por que todo político tem de ser imprestável, ladrão e outros adjetivos? A grande maioria diz que existe compra de votos. Esquecem que para comprar algo é preciso que esteja disponível. Obviamente para a compra de votos o eleitor deve ser vendável, alienado, irresponsável e corruptor. A chamada Lei de Gerson permanece presente na mentalidade de muitos irresponsáveis que tentam levar vantagem sem importar-se para as consequências futuras de seus atos, inclusive para si, já que reclamam de serviços, de bens, de posturas, enfim, esquecendo-se que contribuíram para esse cenário. Você que votou em troca de alguma vantagem como pode criticar? Afinal atribuiu um valor ao seu voto e ele já foi pago. Nem se faça de revoltado e dizer que agora vai votar em branco. Somente covardes transferem a responsabilidade para os outros se fazendo de Pilatos.  Eleições é a oportunidade de fazer-se representar. Quem se sente representado? Então me responda: A pessoa que você votou para vereador ou prefeito te representa ou te representaria se fosse eleito? Comece a refletir se o grande responsável por tudo o que reclama não é você mesmo. Antes de me perguntarem, vou dizer votei em pessoas que não tenho dúvidas, me representam por sua conduta ilibada e pelo seu compromisso social. Todas pertencem a um partido que tem compromisso com as classes populares, afinal são minhas origens. Se já votei errado? Claro. Acho que eleições são para corrigir equívocos, dar novos direcionamentos. Então você que tanto reclama, caso tenha votado, por exemplo, no atual prefeito, que é da elite e tem compromisso com ela, pode repensar sua postura. Tem-se em 2014 um leque de oportunidades, para avançar ou retroceder. Você pode aderir ao tradicional discurso “varre, varre vassourinha” da direita enrustida ou avançar com a continuidade, por exemplo, dos governos Lula e Dilma que em pouco mais de 10 anos transformaram esse país criando oportunidades e promovendo a inclusão social e o resgate das dívidas históricas. Imagine o que o retrocesso ao modelo de governo anterior pode representar de ameaça ao Bolsa Família, ao PROUNI, ao FIES, ao ENEM, ao Minha Casa Minha Vida, a indústria naval, Ferrovias, Mais Médicos, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, PELC, intervenções de mobilidade urbana, regularização fundiária urbana, enfim... Sem esquecer-se do salário mínimo muito inferior a 100 dólares. Desculpa, mas você é o responsável seja por ação ou omissão. Responsabilidade no voto é intransferível e inegociável.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

COPA DO MUNDO: O LEGADO E O ALEGADO

                               

O legado da Copa é inegável. O alegado é duvidoso. O legado fala por si. Modernas praças esportivas com maior segurança e qualidade para os profissionais do esporte, para servirem ao múltiplo uso, possibilitando shows e outros espetáculos e do ponto de vista do cidadão, maior quantidade  e qualidade dos produtos ofertados. Isso se pensando nos grandes espaços, mas associados a estes, os chamados centros de treinamento também se constituem em legado e podem servir também, a múltiplos usos, inclusive para a formação esportiva. Uma praça esportiva dentro de uma comunidade é sempre uma referência, desde que adotadas as medidas para permitir o acesso da população menos aquinhoada e pode promover desenvolvimento e qualidade de vida, com esporte, lazer, recreação, segurança, cultura e educação. O alegado é que está se gastando demais. Informo aos que são contra que a Copa do Mundo já se pagou. Seja do ponto de vista econômico com o ingresso de aportes de investimentos, seja do ponto de vista do turismo com a lotação dos hoteis e venda de pacotes,seja do ponto de vista da mobilidade urbana que passou a sofer intervenções em problemas que historicamente foram adiados, e setores como educação e saúde também tiveram atenção para que melhorassem sua capacidade receptiva com novos leitos. O comércio em relação a Copa do Mundo fatura antecipadamente e durante o evento. O artesanato em qualquer das sedes da Copa de 2014 vai vender seus produtos. A crítica que alega não existência de legado é a mesma que esquece os problemas que houve na abertura da Copa do Mundo na Alemanha (http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/05/1285554-cobertura-de-estadio-das-confederacoes-na-alemanha-tambem-rasgou-com-chuva-em-2005.shtml), dos problemas que houve na Olimpíada na Inglaterra enfim, é impossível predizer que tudo sairá exatamente como o previsto, mas intervenções pontuais podem corrigir aquilo que apresentar problemas.  Fato que precisa ficar claro é que essas pessoas temem – e com razão – que o sucesso da Copa de 2014 sacramente a vitória de Dilma e daqueles que apoiam a sua realização.  Não nenhuma preocupação com o Brasil. Imagine um cenário em que na realização da Copa de 2014 pipoquem ataques com o patrimônio e pessoas: quem ganha com isso? Ou melhor quem estaria por tras disso?  E o resultado da Copa? Se o Brasil perder? Ganhar? Devo dizer que ninguém organiza evento esportivo com compromisso de vitória. No jargão do meio esportivo: futebol é jogado. Claro que existem fatores que são positivos para o selecionado brasileiro: se não temos grandes individualidades, no conjunto, nossos atletas são profissionais de nível em todos os setores do campo, em outras palavras, equilibrado e que aliado a paixão nacional pelo esporte podem significar uma diferença. Sempre fui e sou favoravel as manifestações com objetivos claros e abomino aquelas dissimuladas que se acovardam sob máscaras. O alegado encontra-se disposto na imprensa de países que exploraram suas “colônias” e nunca pensaram e em promover o resgate da dívida histórica promovida. A imprensa daqui se sabe a quem servem, embora faturem – e muito – com a Copa do Mundo, inclusive, criticando. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS CONTRADIÇÕES




Em todo lugar: obras. Era de se esperar contentamento. Alegria. Afinal, ocorrem intervenções que se destinam a melhorar a qualidade e a vida da maioria dos brasileiros. Percebo, no entanto, um azedume de alguns. Casualmente são aqueles que foram, representam ou desejam representar as elites brasileiras. A chegada, o acesso aos bens e serviços até então, quase exclusivos, passaram a ser alcançáveis a maioria dos brasileiros. Isso apavora. As obras que são tratadas como problemas geram empregos e renda, ou seja, aquecem a economia, basta verificar o nível de investimentos circundam a região onde estão sendo implementadas as intervenções. O azedume é tanto que tempo atrás acusavam a impossibilidade da realização, depois passaram a procurar problemas jurídicos, técnicos e operacionais, até esse ponto, considero louvável. O que acho estranho, senão contraditório é o fato de se torcer por fatalidades. Uma delas aventada sobre a não realização da Copa no Brasil. Causou prejuízos econômicos principalmente a cadeia do turismo (espero que hotéis, bares, restaurantes, transportes se lembrem dos autores e daqueles que os patrocinaram), além da imagem do país. Prosseguindo, temiam o fracasso da Copa mas, ao que se vê, o que vai acontecer é faltarem ingressos, tamanha é a vontade de participar dessa festa única. Muito apresentador de TV, por exemplo, dessas que são cabos eleitorais da direita, diziam dos valores que estavam sendo investidos na Copa em detrimento de outras obras também necessárias. Esqueceram intencionalmente de mostrar a relação custo-benefício tão alardeada pela direita, pois revelaria o enorme ganho que o país tem com a Copa. Esqueceram ainda, que as obras são financiadas pelo BNDS, portanto, não são doações mas, financiamentos e como tal, devem ser pagos. O caos tão decantado em alguns setores da atividade pública não ocorreu nos últimos dez anos, quando o PT governa o país, mas são decorrentes de vários governos anteriores que deixaram de fazer, minimizaram investimentos e sucatearam setores e que agora começam a sofrer a intervenção necessária. O ato irresponsável não parte nem dos governos Lula, nem do mandato da Presidenta Dilma, o que ocorre é que estes tiveram a coragem de intervir em setores que estavam escondidos, debaixo do tapete por onde desfilavam estes que agora tentam bicar tudo o que está sendo revelado e feito. A mesma Copa que segundo os azedos de plantão poderia ser o início da derrocada petista, agora é motivo de a todo momento levantarem que ela ocorre em ano eleitoral (esquecem que ocorre de 4 em 4 anos), que nem mãe Diná poderia prever tamanha aceitação dos brasileiros na Presidenta Dilma e que como Chefe de Estado deve fazer-se presente. O negócio agora dos azedos é torcer contra a equipe brasileira. Entendem os especialistas que o fracasso do selecionado brasileiro poderia ser “captado” pela oposição. Torcem contra a empregabilidade. Torcem contra a economia. Torcem contra as obras. Torcem contra os programas. Torcem contra quem entra na universidade. Haja tanto patriotismo!!!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O ESTRANHO MODELO DE CONCESSÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO EM CUIABÁ



Salve alcaide!!! Não é de hoje que o problema existe. Todos sabem disso, inclusive o alcaide que ao assumir ser a continuidade dos governos municipais anteriores, o referendou até o momento. De um lado se tem reclamações que se alastraram durante todo o ano contra a cobrança abusiva, tanto que ao final de 2013, finalmente houve a redução da tarifa. Ao lado disso, ônibus lotados, velhos e com sem ar condicionado trafegam pelas ruas da Capital.  A exploração do ser humano é gritante. Os vendedores de cartão são colocados em vários pontos, sob sol ou chuva e expostos a riscos de assaltos, aquele mesmo risco que foi um dos motivadores da introdução da bilhetagem eletrônica. Nesse caótico cenário se tem os pontos de ônibus, e não me venham que estão aguardando o término das obras da Copa, pois, tem rotas que não estão no caminho do VLT. Esses pontos de ônibus quando existem tem em comum a característica de que quando existe sol, nos horários onde a temperatura é mais acentuada é impossível permanecer sob está cobertura e quando é dia chuvoso, também. O ponto de ônibus é apenas uma referência. É bem verdade que em alguns locais existe a autorização da utilização de propaganda de algumas empresas. Se você vir de outra cidade ou Estado não vai encontrar indicação das linhas e horários, o que seria o mínimo de organização e respeito, já que informação é um direito social. Salve alcaide!!!! Está isento de culpa, pois não utiliza serviço público e depois, foram tantos que votaram em sua pessoa, que legitimaram esse modelo e por isso, hoje emudecidas talvez por remorso ou vergonha, quem sabe arrependimento. A escolha de um patrão para governar interesses públicos, que na maioria das vezes, são de ordem social e que necessariamente deveriam ser voltadas as classes populares, revelou-se desastrosa. As promessas estão sendo adiadas para “começarem” (se é que vão acontecer) mais proximamente a campanha eleitoral de 2016. Garantir a reeleição. De outra feita, engole-se o discurso de que não precisaria de alinhamento com o governo federal e se recorre como tábua de salvação aos programas que antes combatia. O paradoxo que se estabeleceu com a escolha do patrão é evidente. Mas eu o defendo. Culpados foram aqueles que esqueceram que o rebenque não tem culpa de bater. É sua natureza. Culpado é o lombo cuja natureza não é apanhar mas, se coloca servilmente para receber doses homeopáticas de chibatadas para reduzir sua impetuosidade de reclamar. Em outras palavras, a escolha do patrão para governar o destino de Cuiabá foi apenas à troca de mãos para fazer uso do rebenque. Então porque esperar que ocorram mudanças no modelo de transporte público? E os pontos de ônibus continuaram a ser o que são hoje. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

COPA DO MUNDO 2014

O desporto para mim, de modo muito semelhante a tantos outros meninos foi algo natural. Aprendi correr e logo estava competindo, disputando com meu irmão mais novo e com colegas nas ruas e estradas. A bola veio a ser algo mágico. Quando não se é um primor de massa muscular se faz necessário técnica e uma enorme capacidade intelectiva para antecipar-se, movimentar-se evitando o confronto. A bola era meu mundo. Estudava mais para poder jogar e participar das competições escolares ou não. Cansei de passar noites lendo. Aprendi também a fazer outros tipos de leitura. Ir além do texto. Jogando conheci muitas cidades e culturas e mais tarde, como treinador. Essas andanças te permitem outras leituras e o desvelar para novas realidades. Na tenra idade, acredito que a maioria dos meninos que sonhavam ser profissionais do futebol, era representar o Brasil e ir a uma Copa do Mundo. Embora o sonho dos adultos fosse a Copa do Mundo no Brasil, das crianças era ouvir o hino nacional em qualquer estádio ou praça esportiva. Existia o encantamento. Nessas andanças se vai percebendo a dimensão econômica do esporte e sua repercussão sobre a qualidade de vida das pessoas, não apenas daqueles que praticam alguma modalidade, mas, também, daqueles que assistem e vibram com conquistas modestas ou enchem ginásios e estádios para empurrar suas equipes “no grito”. Cresci ouvindo histórias sobre 1950 e as fracassadas tentativas do Brasil em voltar a sediar a Copa do Mundo. E, nessa altura, conhecendo a dimensão econômica do esporte passei a ter dúvidas da razão porque o Brasil tinha negada a sua pretensão. Na realidade a falta de credibilidade internacional era o maior empecilho. Havia instabilidade política e econômica. A chegada ao Poder de um trabalhador através de um Partido que nasceu dentro de um estádio viria a mudar tudo isso. O Brasil ganhava finalmente o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014, através de Lula. Entre atônitos e desconfiados a elite conservadora calou-se durante muito tempo. Ficou a procura de motivações para que a Copa do Mundo nãos e realizasse ou se traduzisse em fracasso. Agora, já as portas da Copa do 2014, precisam urgentemente “sacanear”, “torpedear”, “criar clima de insegurança” e “espalhar a boataria”, ago que sabem fazer com maestria. E, já começaram. Lembra quantas matérias já saíram questionando a realização? Quantas vezes já disseram que a Copa poderia ser em outro país? Quantas vezes duvidaram dos estádios?  Não adiantou. Véspera de eleição que ao que tudo indica não terá segundo turno com Dilma Presidenta, se torna necessário que se articulem e criem situações de confronto. Enquanto isso, os meninos desse novo tempo, nem imaginam o que é sonhar com a Copa do Mundo, estão prestes a ver algo inimaginável para o tempo de seus pais e avós. Para esses meninos e meninas – o esporte não é masculino – há que se pensar no pós Copa de 2014. Ninguém melhor do que trabalhadores (as). O PT tem muitos programas de ocupação dos espaços públicos pela sociedade, especialmente os de menor poder aquisitivo. O Programa Esporte e Lazer, a ser desenvolvidos nas cidades é um exemplo típico, além dele o PRONASCI, o Segundo Tempo bastando que o prefeito e o Município celebrem projetos e estabeleçam parcerias com o governo da Presidenta Dilma, que é do PT, por isso, na hora de questionar o que vai ser depois da Copa, pense primeiro, porque o seu prefeito ainda não fez, não desenvolveu todos esses programas, ao invés de ficar dizendo que faltam recursos.  E, sobre o quanto foi gasto para a Copa do Mundo faça as contas dos empregos gerados direta ou indiretamente, das obras que estão ocorrendo na sua cidade, no seu Estado e o que isso vai significar em termos de qualidade de vida para todos. Nunca se esqueça que quem administra o município é o alcaide, o governo federal é viabilizador ou parceiro de projetos e programas que venham atender aos anseios da maioria da população, especialmente os de menor renda. Saibam meninos e meninas, existe uma estrela a guiar os destinos deste país e por isso a Copa do Mundo é de vocês. Curtam esse momento único e deixem os azedos de lado.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MORADORES DE RUA TAMBÉM SÃO HUMANOS

Minutos atrás tive o prazer de acompanhar a entrevista do Secretário Adjunto de Direitos Humanos, Valdemir Pascoal (PT) em que apontava a preocupação e os caminhos traçados para a melhoria das condições e o efetivo respeito ao ser humano representado pelo morador de rua. São tantos e tantos também são os fatores motivadores dessa condição mas, isso não lhes retira o direito assegurado constitucionalmente de cidadania, ao qual encontram-se acoplados o respeito e o direito de serem reinseridos a sociedade. Marginalizá-los nos torna não apenas insensíveis, mas irresponsáveis, pois está se virando às costas ao problema social e permitindo que sejam desencaminhados e levados, principalmente pela necessidade, a praticar ilicitudes. Enfrentar o problema social, buscar soluços tem sido a tônica de Valdemir Pascoal, enquanto Secretário Adjunto, o que torna para nós, petistas, motivo de grande alegria. É mais um quadro que mostra preparo e competência, especialmente nesse momento que antecede eleições, ou seja, o eleitor mato-grossense pode escolher entre os nomes lançados pelo Partido dos trabalhadores com segurança de que será bem representado, porque todos tem formação política necessária para o desempenho. Não são meras aventuras doidivanas cujo interesse é o engrandecimento pessoal (status) ou ainda mero instrumento para outros fins estranhos ao interesse social. Tenho escrito nos últimos dias sobre Cuiabá que se encontra “administrada” por um alcaide que se mostra estranho aos problemas sociais, naturalmente por não vivenciá-los. O olhar da redoma de vidro que se encontra talvez não permita a melhor tomada de decisão. O trabalho de Valdemir Pascoal sabe-se que não resolverá todos os problemas relacionados aos moradores de rua, mas, certamente, é uma esperança que se lança na direção dessas pessoas que precisam de um sonho, de uma possibilidade, de um estímulo que os faça acreditar que podem reinserirem-se na sociedade e terem resgatada a sua dignidade. Então que se somem forças, estendam-se mãos e construam-se pontes capazes de romper a segregação e traga para a condição de dignidade aqueles que tem sido privados dos direitos mais elementares e tem sobre si o olhar da desconfiança.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O PT EM MATO GROSSO



Apesar da imprensa tentar por todos os meios criar celeuma, disputar internas, rachas e tantos outros adjetivos pelo fato do PT ser o único partido político com mais nomes viáveis ao governo do Estado, segue construindo junto aos demais partidos da base aliada o palanque para a  candidatura Dilma Presidenta. Com o tempo, terão de se acostumarem ao fato do PT ter em seus quadros um número cada vez mais crescente de novos filiados com formação e vocação política, isto porque, durante todo o tempo, se ministram em encontros a formação partidária e política, revigorada pela última participação na disputa pelo comando do Município de Cuiabá e consolidada pela atuação dos dois vereadores que compõem a bancada petista na Capital.  Nomes, possibilidades, mobilização, encontros, disputas são algo natural e que o Partido dos Trabalhadores conserva inserido internamente, tanto que poucos meses atrás houve o PED, onde os próprios filiados escolheram seus dirigentes. Não se espantem, portanto, com a incredulidade que norteia aqueles que colocam o PT como um partido comum. Não o é. É um partido plural, que possui desde a sua gênese essa característica e por isso, a riqueza da contribuição de seus filiados.  Novamente o PT apresentará nomes para deputado estadual e federal com a consistência programática e capacidade de legislar propositivamente. Nesse processo eleitoral que se aproxima é interessante observar, para não lamentar depois, se o deputado que você pretende votar te representa e em quê, qual a ligação que possui com seu bairro, cidade, região, área de atuação, idéias que defende e capacidade propositiva. Sem isso, estará fadado a ser mais um a lamuriar-se durante quatro anos dizendo que político é isso, é aquilo, sem querer assumir a sua responsabilidade pelo voto que colocou no poder estes que agora combate. É tempo do eleitor ser responsabilizado pelo voto, afinal ele decide não apenas a sua vida, mas de todos nós. Volto a dizer, o PT está construindo o palanque para a campanha da Presidenta Dilma com tranqüilidade, ouvindo e fazendo-se ouvir pelos demais partidos de sustentação do governo e saberá apresentar nomes de companheiros e companheiras que cada um possa dizer durante quatro anos: esse me representa. Os nomes ao governo, a vice, senado federal passam por amplo entendimento e aquele que aglutinar a base e com o programa de governo a ser construído, por certo, terá também, o apoio de todos e de todas. Até lá, vamos ler muito e acreditar pouco em tudo o que se escreve por ai.

sábado, 11 de janeiro de 2014

SAÚDE!!!




O grande brinde dos brasileiros, ao final do ano de 2013, sem qualquer dúvida,  foi “SAÚDE”. É fácil de compreender o significado do Mais Médicos, basta tão somente ir num dos tantos locais que este profissional não está presente ou mesmo tem presença em número insuficiente. Imagine para quem tem a necessidade uma consulta e aguarda “pacientemente” a sua vez, ver agora essa possibilidade ser realizada com um tempo muito menor. Especialmente falo daquelas pessoas que padecem, sentem na pele ou mesmo tiveram alguém que não resistiu. Quantas pessoas poderiam ter melhor qualidade de vida, desde que orientados por profissionais? Não tendo profissionais da saúde, as pessoas recorriam ao senso comum e a experiência prática de bem-intencionados. Por competência ou provimento divino essa simples assistência, sem qualquer pretensão científica já salvou vidas. A chegada de um profissional da saúde, principalmente, de médico numa localidade distante, numa cidade de poucos recursos, parece ser um destes milagres que a fé do brasileiro foi posta a prova. O governo federal, da Presidenta Dilma (PT) resolveu através do Ministério da Saúde conduzido por Alexandre Padilha romper com esse fadário e intervir diretamente. Quantas vezes, o prefeito da sua cidade disse que não tinha condições de pagar salários para trazer médicos? Agora o Ministério da Saúde assumiu esse ônus, desde que cadastrado e do atendimento aos requisitos necessários. E, porque ainda não chegou no seu Município? Pergunte ao seu prefeito. Peça, baseado na Lei da Informação, os documentos do encaminhamento do pedido, o atendimento também das condições básicas para que estes profissionais possam prestar o atendimento desejado.  Se o prefeito não quer, não deseja que os programas e projetos do PT entrem e seja efetivos no território do seu Município, também não pode deixar de assumir as (i)responsabilidade desse seu ato “vil”... E tem muitos. Assim como, felizmente tem alguns que a despeito de estarem em partidos da oposição, reconhecerem nos programas do governo federal, incluindo o Mais Médicos, uma oportunidade única de efetivar as políticas públicas que, muitas vezes, o próprio alcaide, utilizou para vencer a eleição e chegar ao poder. Nesses primeiros dias de 2014, muitos brindes devem ser realizados. Muita saúde, a Presidenta Dilma, o Ministro Alexandre Padilha e o PT desejam para o Brasil e os brasileiros e – já estão trabalhando para isso. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CIDADE COM POTENCIAL TURÍSTICO



Algumas cidades assumem o turismo como atividade econômica. Isso é fundamental para que o potencial do turismo do ponto de vista de investimentos também se traduza, para a própria sociedade local, em oportunidades de emprego e renda. Outras, porém, possuem todas as condições, mas falta essa vontade, quer pelo desconhecimento do significado, quer pela ausência do Poder Público em realizar um trabalho de sensibilização, juntamente com um processo gradual e contínuo de cada cidadão se sentir titular de direitos e ter a cidade como sua. A cidade bem cuidada passa a ser a casa que todos os vizinhos admiram e querem conhecer, assim também é a cidade. O restaurante que possui além de pratos inusitados, o zelo e o tempero como diferenciais. O hotel que mais que a estalagem oferece informações da cidade, do Estado e sugere opções que podem agradar ao hospede. O taxista que com o sotaque peculiar de cada região vai contando as histórias do dia-a-dia como causos que, por vezes, chegam ao hilário e tornam o trajeto algo surreal e inesquecível. Mas tudo isso, perde o significado quando, não se tem sinalização e a sociedade não encontra-se preparada para mostrar a “cozinha” e o jeito todo especial de fazer aquela receita da vovó, que tem como principal componente a simpatia, o querer agradar através de doses homeopáticas extraídas do sentimento presente no coração.  O turismo não é mero deslocamento de pessoas de um local para outro, é antes de tudo uma busca e que somente se realiza se os “donos da casa” facilitarem a localização, a aquisição e o consumo. A cidade turística não é um mapa com localizações mas, com gente disposta a prestar-se a servir, profissionais ou não, mas que compreendem o significado social e econômico de um visitante na sua cidade. A ação do Poder Público é determinante para a auto-estima, a posse da cidade, dos bens, dos serviços, da história, da cultura (...) pelos seus legítimos titulares. Começa por um ponto de ônibus que respeite ao menos a sua dignidade, o transporte coletivo com qualidade e pelo preço compatível, cidade limpa, arborizada, sinalizada e chega a bens e serviços que são essenciais em qualquer lugar do mundo e não podem ser negados na cidade turística: saúde, educação, moradia, segurança e distribuição de renda e oportunidades. Vejo, particularmente Cuiabá como uma cidade de potencial fantástico para o turismo receptivo. História, arquitetura, cultura, artes, gastronomia, natureza, negócios, fé, entre outros produtos podem ser vistos e percebidos por todos, ainda que não possuam o melhor tratamento. Com tantas secretarias, quem sabe o alcaide consiga um projeto capaz de dinamizar esse setor tão importante que mexe com valores econômicos, mas principalmente, com sentimentos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

COMO ESTARÁ O APETITE?

É verdade que o legislativo municipal, por meio de lei, mudou a data da ocorrência do fato gerador, mas, isso não significa que o Alcaide venha a demonstrar voracidade, quando do lançamento do IPTU, em Cuiabá. Antecipar-se, discutir, analisar não apenas a legalidade, mas, a necessidade aumento através da majoração de alíquotas ou de modificações nos critérios de avaliações do valor venal, podem evitar demandas jurídicas, desgastes e sobretudo, injustiças para com o contribuinte. Creio que esta será uma preocupação de muitos proprietários de imóveis em Cuiabá. Explico porque, pode, digo, pode serem utilizados todas as benfeitorias da Copa de 2014, embora não realizadas diretamente pelo Município para uma atualização do valor venal dos imóveis. Não tenho dúvidas de que isso, de certo modo é justo, contudo, o efeito de valorização em face a Copa de 2014 pode ser efêmero e se não houver políticas públicas para geração de emprego e renda no pós Copa, a tendência é uma deflação nos valores dos imóveis, o que significa que uma alíquota considerada justa, no decorrer do ano pode se revelar injusta. Muita gente está a pensar: Pô!!! Nem ocorreu e já estão polemizando. Verdade que somos oposição ao alcaide, mas coerente e sensível aos anseios da sociedade. Isto significa para o dito cujo, não apenas adversários programáticos, mas, não nos incluirmos no rol dos tradicionais baba-egg’s (acho que é assim que se escreve em inglês ovos), inúteis e incapazes de discordar e por isso perigosos. É evidente que já se encontra ou está em sendo elaborado estudos sobre esse imposto e antes do lançamento, toda salutar discussão pode ajudar a melhorar, corrigir distorções e sensibilizar todos para a adimplência, visto que não tem significado para o erário o lançamento seguido de inadimplência. Para quem não entendeu direito, basta lembrar que nos últimos tempos tem sido comum, na capital, enormes diferenças entre os conceitos de possibilidade-necessidade e a voracidade fiscal, portanto, colocando de um lado a capacidade contributiva do cidadão que é titular de imóvel urbano em Cuiabá e o apetite do alcaide. Mas, arrume a carteira, o cartão, prepare o saldo na conta corrente, enfim... Junte “grana” por que o IPTU vem ai... É torcer que tudo seja o mais justo possível. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NESSES TEMPOS DE TANTAS ÁGUAS...

NESSES TEMPOS DE TANTAS ÁGUAS...


Uma coisa é certa: eles não estão nem ai, para as reclamações. Todo dia, em todo lugar, seja no centro da capital ou nos bairros mais distantes. Conseguiram em pouco tempo ser unanimidade.  Criticado esse modelo na Câmara Municipal de Vereadores precisa discutir com a sociedade não apenas a quebra unilateral do contrato, por descumprimento de deveres que se não estão explícitos, implicitamente é de se esperar daquela empresa que recebeu a exploração do tratamento de água e esgotamento. Aliás, neste último caso, por sinal, a empresa tem se esmerado, é bom que se diga, pois já esgotou a paciência de todos. Nem mesmo aqueles que defendiam abertamente a privatização do serviço como algo revolucionário tem coragem de fazer a defesa contestando tudo o que se levanta contra a forma como se efetiva esta prestação.  A água como um direito fundamental devido ser condição de vida e dignidade tem passado longe de lares cuiabanos. Há uma CPI instalada na Câmara Municipal todos esperam que não resulte apenas na mudança de nome do prestador, mas efetivamente leve a encampação de todo o serviço pelo Município, ou seja, que seja resgatado ao patrimônio público, de forma coercitiva pelo Poder concedente, isto é, pelo Executivo Municipal, em nome do interesse público. Não sou advogado, nem jurista, é bom que se diga. Sou apenas um estudioso.  Creio que a despeito de indenização, diria que esses anos de exploração e quase ou nenhum investimento, com a arrecadação já obtida é mais que suficiente. É certo que apontarão direitos que eventualmente estarão sendo constrangidos em nome do interesse público, todavia, também se coloque claramente que há um nível de descontentamento com a prestação do serviço demonstrado por aqueles que são titulares – os cidadãos -  mesmo na forma concedida, não existe a transferência da titularidade mas, uma outorga de exploração. Sempre fomos contrários a privatização da água. Para ser mais claro, sempre acreditamos que isso ia dar água. Deu vaza reclamação todo em dia nos diversos meios de comunicação. Alguém precisa dizer o que pensa o alcaide em relação à encampação da água pelo Município. Não vamos ser tolos de transferir apenas o rebenque de uma mão para outra, achando que o algoz por ser mais simpático vá bater mais suavemente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PELC – PROGRAMA ESPORTE E LAZER DA CIDADE É O RECONHECIMENTO DO ALCAIDE DE QUE OS PROGRAMAS DO GOVERNO FEDERAL FUNCIONAM

Durante a realização da Setorial Nacional de Esportes e Lazer, do Partido dos Trabalhadores tivemos contato com as pessoas que conduziram, ao nível de prefeitura (PT) e devido ao êxito do programa, tornou-se incorporado pelo governo federal (PT), junto ao Ministério do Esporte. É preciso dizer, portanto, que se trata de um programa com DNA petista e tem como foco a universalização do conhecimento e da democratização das práticas de Esporte e do Lazer para todas as faixas etárias, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, população rural e áreas de assentamento, bem como pessoas com necessidades especiais, especialmente aqueles com grau de vulnerabilidade social maior, ou seja, quem não tem condições de pagar academia, escolinha, ou outras atividades de esporte e lazer pagas.  Até ai, nenhuma novidade, programas e projetos bons devem ser incorporados e tanto é verdade que incorporamos isso claramente no projeto de governo do PT para Cuiabá, quando da candidatura de Lúdio Cabral.  Felizmente, o tempo é senhor da razão e agora, depois de um ano de estado catatônico, o alcaide municipal estabeleceu convênio para que Cuiabá fosse também contemplada.  É preciso que se diga, o programa é federal, os recursos, o modo de realização, ficando apenas ao alcaide a tarefa de gerir, dar efetividade através de sua equipe de assessores.   O Programa Esporte e Lazer da Cidade (PELC) é realizado há vários anos através de parcerias com Estados, Municípios e sociedade civil organizada. Até o ano de 2010, por exemplo, foram atendidas mais de 2.500.000 pessoas de todas as regiões do país. As políticas do governo federal (PT) têm como característica a intersetorialidade por isso, o Programa Esporte e lazer da Cidade (PELC) integra-se também, ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania, do Ministério do da Justiça, o PRONASCI. Evidenciando a política de intersetorialidade que norteia as ações dos governos petistas. Claro que devemos parabenizar o alcaide e seus assessores pela sensibilidade de reconhecerem a qualidade, a validade e efetividade desse tipo de política pública do governo Dilma, alias, para quem não sabe, esse programa faz parte das Diretrizes para a Política de Esporte do Governo Dilma (2010), que a Setorial Nacional de Esporte e Lazer elaborou e ofereceu como contribuição ao Programa do Partido dos Trabalhadores, inclusive, com a participação da Setorial de Esportes e Lazer, do Estado de Mato Grosso. Dento do PT existem várias setoriais que permitem ao filiado reunir-se e discutir temas de acordo com sua área de atuação. A setorial de esporte e lazer é uma delas e não precisa ser profissional de educação física, nem atleta, basta somente que tenha interesse, podendo ser desde aquela mãe que espera políticas públicas que permitam o acesso de seu filho (a), ou mesmo, que a inclua não apenas como expectadora, mas como cidadã ativa na construção de sua qualidade de vida. A atuação dentro das setoriais do PT é plural, o que se delimitam são as áreas para que ocorra o aprofundamento dos temas e ao fim se possam oferecer valiosas contribuições ao Município, Estado e a União. Se, por um lado, parabenizamos o alcaide e sua equipe pelo reconhecimento e engajamento nesse programa de gênese petista, estaremos acompanhando e avaliando a sua implementação. É preciso que fortaleçam as políticas públicas de indução às práticas esportivas e de lazer de forma educativa e contínua para toda a população cuiabana. O governo federal através da Presidenta Dilma tem o desejo da continuidade da implantação e consolidação das garantias asseguradas nas Leis Sociais, incluindo-se ai, o Programa Esporte e Lazer da Cidade (PELC) e o Programa Segundo Tempo (PST).


Marco Antonio Veiga – Secretário Estadual de Esporte e Lazer do Partido dos Trabalhadores.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

COMO RESOLVER DOIS PROBLEMAS



A cidade de Cuiabá é povoada de terrenos baldios. Muitos são verdadeiras florestas, outros, servem como depósitos de entulhos. A condição é nociva a sociedade por várias razões, entre elas, a reticência em aplicar o IPTU progressivo, a não adoção de medidas práticas como a realização de comodato com os proprietários para que esses terrenos sejam utilizados para hortas por famílias carentes, entidades filantrópicas, entre outras, para a produção de hortaliças. Estranhamente a proposta do Vereador Allan Kardec (PT) não emplacou. Vá lá que possam encontrar vícios de iniciativa, o que não significa em hipótese alguma a inviabilidade do Alcaide resolvê-las. A adoção do que o Allan Kardec chama de “roça na cidade”, resolve também um problema, ou pelo menos contribui, para que estes terrenos não sejam focos da dengue. Evidente que se necessita apoio técnico e de corretivos para solo e sementes ou mudas para que a atividade comece, mas cada terreno desses pode produzir alface, por exemplo, cuja venda diária vai minimizar a demanda por recursos públicos em segurança alimentar para aqueles envolvidos e, por certo, enorme economia para os cofres públicos em prevenção e tratamento da dengue. Creio que o vereador Allan Kardec reapresentará a proposta seja por anteprojeto ou através de projeto de lei. Creio que ambos e quem sabe, dessa feita, se olhe com mais carinho para tantos que precisam de oportunidade. Não tenho dúvidas, se trata de algo essencial para esse momento que brevemente atingirá a todos, que é o pós-Copa. Não se trata de modo algum de usucapião ou desapropriação do imóvel, mas, tão somente uma forma jurídica de se compactuar interesses, através de um contrato de comodato, com tempo e condições de uso estabelecidas. Não são todos os terrenos baldios apropriados a essa proposta, mas seguramente a maioria pode ser contemplada. Tenho certeza que igrejas, organizações não governamentais (ONGs) terão a maior disposição de tomar frente a projetos dessa natureza. Imagine essa “roça na cidade” do vereador Allan Kardec colhendo os seus primeiros resultados. E não demora muito. Basta o querer dos 25 vereadores e a vontade política do alcaide.

APOSSAMENTO DO DISCURSO DA MORALIDADE

Caminhava eu, pela rua de uma cidade qualquer, dessas que tem a cada esquina uma igreja. Não importa a denominação. Ter fé é essencial. Quando as pessoas acreditam verdadeiramente começam a mudar o mundo, a partir de si. O olhar cuidado no quintal da sua moradia, na garagem de sua casa, ou simplesmente na calçada por onde caminha são sinais evidentes de que assumiu firmemente o compromisso pela mudança. Existem gestos mais profundos como o empresário que resolve – sem deduções – melhorar a condição de seus trabalhadores (como preferem alguns, colaboradores), ou ainda o grande latifundiário que resolve partilhar melhor a sua terra. As mudanças podem acontecer e rapidamente melhorar o mundo, desde que a posse, a quantidade e a necessidade de determinados bens passe a ser discutida também, com o compromisso de verdade e de busca efetiva de realização. Não se pode levar a sério qualquer discurso de moralidade de quem faz deboche de programa social como o Bolsa Família, cujos resultados estão mais do que evidenciados. Aliás, o programa existe numa expectativa de encurtamento das diferenças entre as condições precárias e desumanas até o nível de dignidade. Não é outro o objetivo de programas sociais senão o resgate. E como podem dizer-se defensores da moralidade esses que combatem um programa como este? Dirão que precisa se investir na educação. Verdade. Mas, em quanto tempo será capaz de retirar esse contingente de pessoas da condição de pobreza extrema? E até lá, como eles podem sobreviver dignamente? Primeiro é preciso resgatar essas pessoas para a vida com dignidade e após aplicar outros programas complementares para que elas consigam integrar-se e alçar níveis de liberdade, o que inclui, a não mais dependência de programas como o Bolsa Família. Diga-se de passagem, é grande o esforço do governo federal em manter um leque de programas de inclusão social que tem inserido no mercado de trabalho, no de consumo, nas universidades, entre outros, parcelas significativas da sociedade até então esquecidas. Penso que antes do apossamento do discurso da moralidade tão decantado desde o tempo de Jânio Quadros, é preciso que se reflita sobre a legitimidade desses paladinos em ter para si, algo que na sua práxis diária a cada atitude revela um distanciamento. Quem pode falar de moralidade no transporte público é quem o utiliza, vive essa realidade, trabalha para que ela melhore efetivamente. Quem pode falar de qualidade de vida no através do esporte e lazer é quem atua na área e não apenas distribui uniformes, troféus ou posa em fotografias. Legitimidade se vê também no esforço pela construção de moradias populares e não apenas, usando o dinheiro de financiamento aberto pelo governo federal, dizer-se autor, quando na verdade é mero executor, quando muito.  Moralidade impõe que sejamos todos, fiscais de nós mesmos, e, principalmente de não delegar à estranhos a nossa realidade poderes que depois irão ser usados para negar aquilo que buscamos. O Bolsa Família é uma pequena parcela, muito pequena por sinal, de distribuição de renda e contribui para que brasileiros sintam-se “gente”, com capacidade de ter sonhos. Isso sim é política de segurança pública. O resto é demagogia de uma elite que aprendeu a viver sugando o esforço daqueles que verdadeiramente produzem a riqueza.