quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

COMO ESTARÁ O APETITE?

É verdade que o legislativo municipal, por meio de lei, mudou a data da ocorrência do fato gerador, mas, isso não significa que o Alcaide venha a demonstrar voracidade, quando do lançamento do IPTU, em Cuiabá. Antecipar-se, discutir, analisar não apenas a legalidade, mas, a necessidade aumento através da majoração de alíquotas ou de modificações nos critérios de avaliações do valor venal, podem evitar demandas jurídicas, desgastes e sobretudo, injustiças para com o contribuinte. Creio que esta será uma preocupação de muitos proprietários de imóveis em Cuiabá. Explico porque, pode, digo, pode serem utilizados todas as benfeitorias da Copa de 2014, embora não realizadas diretamente pelo Município para uma atualização do valor venal dos imóveis. Não tenho dúvidas de que isso, de certo modo é justo, contudo, o efeito de valorização em face a Copa de 2014 pode ser efêmero e se não houver políticas públicas para geração de emprego e renda no pós Copa, a tendência é uma deflação nos valores dos imóveis, o que significa que uma alíquota considerada justa, no decorrer do ano pode se revelar injusta. Muita gente está a pensar: Pô!!! Nem ocorreu e já estão polemizando. Verdade que somos oposição ao alcaide, mas coerente e sensível aos anseios da sociedade. Isto significa para o dito cujo, não apenas adversários programáticos, mas, não nos incluirmos no rol dos tradicionais baba-egg’s (acho que é assim que se escreve em inglês ovos), inúteis e incapazes de discordar e por isso perigosos. É evidente que já se encontra ou está em sendo elaborado estudos sobre esse imposto e antes do lançamento, toda salutar discussão pode ajudar a melhorar, corrigir distorções e sensibilizar todos para a adimplência, visto que não tem significado para o erário o lançamento seguido de inadimplência. Para quem não entendeu direito, basta lembrar que nos últimos tempos tem sido comum, na capital, enormes diferenças entre os conceitos de possibilidade-necessidade e a voracidade fiscal, portanto, colocando de um lado a capacidade contributiva do cidadão que é titular de imóvel urbano em Cuiabá e o apetite do alcaide. Mas, arrume a carteira, o cartão, prepare o saldo na conta corrente, enfim... Junte “grana” por que o IPTU vem ai... É torcer que tudo seja o mais justo possível. 

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