O desporto
para mim, de modo muito semelhante a tantos outros meninos foi algo natural.
Aprendi correr e logo estava competindo, disputando com meu irmão mais novo e
com colegas nas ruas e estradas. A bola veio a ser algo mágico. Quando não se é
um primor de massa muscular se faz necessário técnica e uma enorme capacidade
intelectiva para antecipar-se, movimentar-se evitando o confronto. A bola era
meu mundo. Estudava mais para poder jogar e participar das competições escolares
ou não. Cansei de passar noites lendo. Aprendi também a fazer outros tipos de
leitura. Ir além do texto. Jogando conheci muitas cidades e culturas e mais
tarde, como treinador. Essas andanças te permitem outras leituras e o desvelar
para novas realidades. Na tenra idade, acredito que a maioria dos meninos que
sonhavam ser profissionais do futebol, era representar o Brasil e ir a uma Copa
do Mundo. Embora o sonho dos adultos fosse a Copa do Mundo no Brasil, das
crianças era ouvir o hino nacional em qualquer estádio ou praça esportiva. Existia
o encantamento. Nessas andanças se vai percebendo a dimensão econômica do
esporte e sua repercussão sobre a qualidade de vida das pessoas, não apenas
daqueles que praticam alguma modalidade, mas, também, daqueles que assistem e
vibram com conquistas modestas ou enchem ginásios e estádios para empurrar suas
equipes “no grito”. Cresci ouvindo histórias sobre 1950 e as fracassadas
tentativas do Brasil em voltar a sediar a Copa do Mundo. E, nessa altura,
conhecendo a dimensão econômica do esporte passei a ter dúvidas da razão porque
o Brasil tinha negada a sua pretensão. Na realidade a falta de credibilidade
internacional era o maior empecilho. Havia instabilidade política e econômica. A
chegada ao Poder de um trabalhador através de um Partido que nasceu dentro de
um estádio viria a mudar tudo isso. O Brasil ganhava finalmente o direito de
sediar a Copa do Mundo de 2014, através de Lula. Entre atônitos e desconfiados
a elite conservadora calou-se durante muito tempo. Ficou a procura de
motivações para que a Copa do Mundo nãos e realizasse ou se traduzisse em
fracasso. Agora, já as portas da Copa do 2014, precisam urgentemente “sacanear”,
“torpedear”, “criar clima de insegurança” e “espalhar a boataria”, ago que
sabem fazer com maestria. E, já começaram. Lembra quantas matérias já saíram questionando
a realização? Quantas vezes já disseram que a Copa poderia ser em outro país?
Quantas vezes duvidaram dos estádios? Não
adiantou. Véspera de eleição que ao que tudo indica não terá segundo turno com
Dilma Presidenta, se torna necessário que se articulem e criem situações de
confronto. Enquanto isso, os meninos desse novo tempo, nem imaginam o que é
sonhar com a Copa do Mundo, estão prestes a ver algo inimaginável para o tempo
de seus pais e avós. Para esses meninos e meninas – o esporte não é masculino –
há que se pensar no pós Copa de 2014. Ninguém melhor do que trabalhadores (as).
O PT tem muitos programas de ocupação dos espaços públicos pela sociedade,
especialmente os de menor poder aquisitivo. O Programa Esporte e Lazer, a ser
desenvolvidos nas cidades é um exemplo típico, além dele o PRONASCI, o Segundo
Tempo bastando que o prefeito e o Município celebrem projetos e estabeleçam
parcerias com o governo da Presidenta Dilma, que é do PT, por isso, na hora de
questionar o que vai ser depois da Copa, pense primeiro, porque o seu prefeito
ainda não fez, não desenvolveu todos esses programas, ao invés de ficar dizendo
que faltam recursos. E, sobre o quanto
foi gasto para a Copa do Mundo faça as contas dos empregos gerados direta ou
indiretamente, das obras que estão ocorrendo na sua cidade, no seu Estado e o
que isso vai significar em termos de qualidade de vida para todos. Nunca se
esqueça que quem administra o município é o alcaide, o governo federal é
viabilizador ou parceiro de projetos e programas que venham atender aos anseios
da maioria da população, especialmente os de menor renda. Saibam meninos e
meninas, existe uma estrela a guiar os destinos deste país e por isso a Copa do Mundo é de vocês. Curtam esse
momento único e deixem os azedos de lado.
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