CRISE?
Desde que nasci e comecei a compreender as
coisas, ainda que minimamente, ouvir falar de crise parece ser redundante. É preciso
entender que globalização de economia implica em ajustes, que ora favorecem
este ou aquele país, mas que invariavelmente cedo ou tarde bate à porta, sem
distinção. A capacidade de sair da dificuldade
passa por um elencado de crenças positivas ou negativas que aceleram ou impedem
a recuperação mais cedo. Alguns produtos nos mercados tem um preço extremamente
elevado e não tem nenhuma ligação com gasolina ou alta de dólar mas, somente
pelo fato de que não tem produção suficiente. A carne, por exemplo, alguns anos
atrás as matrizes foram para o abate e criou-se um vácuo na produção. Assim,
ainda que caia o câmbio do dólar, a lei da oferta e da procura, com esta última
maior que a primeira manterá os preços em níveis elevados. Claro, fatores
sazonais também influenciam e não se vinculam ao dólar ou a qualquer crise econômica.
Seca, chuva, frio ou calor podem implicar na redução ou aumento da produção e
de sua qualidade e isso, não tem qualquer vinculação com política do Estado. O
mesmo se aplica a produção automobilística, por exemplo, no atual cenário é
obvio que atingiu um nível de saturação, além das marcas tradicionais do
mercado brasileiro enfrentarem pela primeira vez uma concorrência que traz preço
e garantia de assistência que leva aqueles que tem a intenção de trocar ou de
adquirir um veículo a buscar essas novas marcas e modelos. Crise mesmo e ninguém
fala, por exemplo, está nos bancos. Calma. Com a substituição de funcionários
por máquinas criando o desemprego e não reduzindo, para o cliente, o custo, ou
seja, essa otimização somente é benéfica ao capital que despudoramente
apropria-se, sem qualquer contrapartida a sociedade. Crise no ensino está na
universidade que substitui aula presencial por interativa (internet), sem
reduzir o valor da mensalidade dos alunos e desprezando o valor da presença do professor.
Vamos continuar a falar de crise?
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