domingo, 7 de fevereiro de 2016

crise?

CRISE?


Desde que nasci e comecei a compreender as coisas, ainda que minimamente, ouvir falar de crise parece ser redundante. É preciso entender que globalização de economia implica em ajustes, que ora favorecem este ou aquele país, mas que invariavelmente cedo ou tarde bate à porta, sem distinção.  A capacidade de sair da dificuldade passa por um elencado de crenças positivas ou negativas que aceleram ou impedem a recuperação mais cedo. Alguns produtos nos mercados tem um preço extremamente elevado e não tem nenhuma ligação com gasolina ou alta de dólar mas, somente pelo fato de que não tem produção suficiente. A carne, por exemplo, alguns anos atrás as matrizes foram para o abate e criou-se um vácuo na produção. Assim, ainda que caia o câmbio do dólar, a lei da oferta e da procura, com esta última maior que a primeira manterá os preços em níveis elevados. Claro, fatores sazonais também influenciam e não se vinculam ao dólar ou a qualquer crise econômica. Seca, chuva, frio ou calor podem implicar na redução ou aumento da produção e de sua qualidade e isso, não tem qualquer vinculação com política do Estado. O mesmo se aplica a produção automobilística, por exemplo, no atual cenário é obvio que atingiu um nível de saturação, além das marcas tradicionais do mercado brasileiro enfrentarem pela primeira vez uma concorrência que traz preço e garantia de assistência que leva aqueles que tem a intenção de trocar ou de adquirir um veículo a buscar essas novas marcas e modelos. Crise mesmo e ninguém fala, por exemplo, está nos bancos. Calma. Com a substituição de funcionários por máquinas criando o desemprego e não reduzindo, para o cliente, o custo, ou seja, essa otimização somente é benéfica ao capital que despudoramente apropria-se, sem qualquer contrapartida a sociedade. Crise no ensino está na universidade que substitui aula presencial por interativa (internet), sem reduzir o valor da mensalidade dos alunos e desprezando o valor da presença do professor. Vamos continuar a falar de crise?

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